A Câmara dos Representantes do estado americano de Utah aprovou uma controversa lei sobre a possibilidade de usar um pelotão de fuzilamento para executar os presos sentenciados à morte, caso o Estado não possua injeções letais.

A falta dos medicamentos letais foi problema em muitos estados americanos recentemente. Com isso, o Senado resolveu aprovar a resolução por 18 votos a favor e 10 contrários. O projeto ainda precisa ser assinado pelo governador republicano Gary Herbert para iniciar a vigorar. Paul Ray, representante republicano que promove o projeto de lei, alega que o fuzilamento é uma forma mais "humana" como alternativa em relação às injeções, como declarou ao jornal Los Angeles Times.

O estado de Utah foi o último a executar uma sentença de fuzilamento no ano de 2010. Ronnie Lee Gardner optou voluntariamente por esse modo. Em 2004, o estado adotou as injeções letais como o método para realizar as execuções, porém, antes de 2010, os condenados tinham o direito de escolher entre a injeção ou o fuzilamento.

Segundo dados do Centro de Informação à Pena de Morte (DPIC), o estado de Utah tem nove presos esperando a execução de suas penas, porém, nenhuma delas está prevista para antes de 2017.

Histórico

A pena de morte foi instaurada nos Estados Unidos em 1976, e apenas três casos de fuzilamentos foram registrados. Dois em Utah e um em Oklahoma, estado esse que também tem o fuzilamento como opção, caso as injeções sejam consideradas inconstitucionais.

Todos os estados americanos que aplicam a pena de morte utilizam as injeções como método prioritário para as execuções, porém, muitos ainda preservam as clássicas cadeiras elétricas ou câmaras de gás como opções.

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O tribunal americano decidiu em 2008 que as injeções letais não violam a 8ª Emenda da Constituição que proíbe "castigo cruel e incomum". Porém, em 2011, os estados começaram a ter problemas com a fornecedora da principal substância da mistura letal e iniciaram a testar fórmulas que causavam sofrimento prolongado nos presos antes de suas mortes, no ano de 2013.

A Suprema Corte americana considerará no próximo mês a constitucionalidade das injeções letais.