Em entrevista na Casa Branca, o Presidente dos Estados Unidos disse que o Irã deveria se comprometer com uma pausa nas atividades nucleares por no mínimo dez anos. O acordo tem como objetivo evitar uma grande guerra no Oriente Médio. O assunto virou pauta após o polêmico discurso do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

O primeiro-ministro israelense comentou que a relação entre os Estados Unidos e o Irã conta com um acordo nuclear válido desde 2013 até o final deste mês. O contrato possibilitaria a chance de o país asiático obter uma bomba atômica, colocando em risco Israel. Netanyahu ainda usou do sarcasmos no discurso, dizendo que negociadores desistiram da promessa de fazer o Irã desistir de um plano nuclear.

Para a Reuters, o presidente norte-americano disse que as palavras do primeiro-ministro de Israel não vão afetar a relação entre os dois países. Obama também contou que existem contrariedades na forma como os EUA querem resolver o problema, comparada com a solução que Israel gostaria que tivesse.

O presidente Barack Obama disse que quer ter com o Irã um acordo que congele a atividade nuclear do país e que dê garantias de que o país asiático não possua armamento nuclear. Obama ainda comentou que nenhum contrato anterior foi feito com o Irã, como Israel disse. O presidente norte-americano disse que não seria esperto da parte dos americanos fazer tal acordo.

Obama também explicou sobre o contrato que tem até o dia 30 de junho para ser feito. De acordo com o norte-americano, a grande questão é se o Irã aceitará as exigências de controles rigorosos e o baixo nível de capacidade do enriquecimento de urânio.

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Obama finalizou dizendo que um acordo seria muito mais eficaz do que qualquer ação militar que poderia acontecer.

Na semana passada, a Casa Branca informou que a notícia sobre alguns termos de um acordo com o Irã era falsa. O governo norte-americano reiterou que não existe um contrato em que o Irã congelaria as atividades nucleares, mas que nos últimos anos de acordo voltasse com a exploração até poder produzir armas nucleares.