Pela terceira vez nos últimos meses, uma criança albina foi vítima das atrocidades de bruxos da Tanzânia. O menino, Baraka Cosmas, foi brutalmente agredido e teve a mão cortada para ser entregue à bruxos curandeiros da região, que fazem "poções mágicas" para trazer boa sorte e saúde. O menino estava em casa no sábado, 7 de março, quando os criminosos invadiram a propriedade, espancaram a sua mãe e o mutilaram. Os dois ficaram gravemente feridos e precisaram ser hospitalizados.

Nos últimos três meses, uma menina de um ano e meio e um garoto de quatro anos também foram vítimas dos bruxos da região por causa da cor de sua pele.

Na Tanzânia, pessoas albinas são constantemente vítimas de Violência. Muitas crianças albinas foram retiradas da escola para evitar sofrer violência na instituição ou a caminho dela.

A bruxaria é proibida no país por conta dos rituais de sacrifício humano, mas ainda assim, principalmente em vilarejos mais isolados, a prática ocorre normalmente. Os curandeiros costumam ter grupos de criminosos que buscam as pessoas que serão sacrificadas ou partes do corpo da mesma.

Zeid Ra´ad Al Husseion, comissário da ONU para os Direitos Humanos, já havia denunciado a prática e confirmado que as crianças albinas são as maiores vítimas desses tipos de ataques. A ONU também divulgou que nos últimos seis meses, quinze albinos foram vítimas de violência no país para o mesmo fim, sendo sequestrados, assassinados ou feridos.

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Esses foram os casos que chegaram ao conhecimento das autoridades locais, mas a própria ONU acredita que o número de vítimas albinas seja muito maior, uma vez que é comum que em zonas mais remotas do país os crimes não cheguem às autoridades policiais, ainda que haja ocorrência de homicídios.

Os assassinos de albinos chegam a vender seus corpos por até R$ 200 mil, o que faz com que todos as pessoas com essas características estejam em perigo. Em 2013, uma criança teve a mão cortada para servir de amuleto e uma mulher adulta, também albina, teve o braço arrancado, possivelmente para o mesmo fim.