Uma mulher de 33 anos, de nacionalidade chechena, sequestrou seus dois filhos, Luca e Aysha, de 7 e 8 anos e os levou para a Síria para se juntarem ao grupo extremista #Estado Islâmico. Ela, que não teve sua identidade confirmada pelas autoridades, morava em Maastricht, na Holanda, era divorciada do pai das crianças e não era localizada desde outubro do ano passado. Segundo apuração feita por promotores holandeses, a mulher conseguiu ajudas externas para viajar, uma vez que conseguiu escapar de um mandado internacional de prisão.

O aviso sobre a fuga foi emitido pela direção da escola islâmica que os jovens frequentavam na Holanda.

Uma das diretoras da instituição alertou o pai que sua ex-esposa havia utilizado equipamentos do colégio para imprimir passagens com destino à Grécia para ela e os dois filhos, A polícia holandesa divulgou nesta segunda-feira (16), fotos das crianças, mas o promotor local Bart den Hartig descartou qualquer possibilidade de resgate, já que não há nenhuma relação jurídica e diplomática entre os países.

Imagina-se que a mãe tenha usado passaportes falsificados, fazendo escala na Bélgica e passando pela Grécia antes de, enfim, desembarcar em Raqqa, o temido quartel-general dos terroristas na Síria. Outros dois filhos menores da mesma mulher foram poupados da viagem e permaneceram com a avó, na Holanda. A polícia e a procuradoria do país europeu investigam a possibilidade da existência de uma rede de recrutamento de jihadistas em Maastricht.

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Vale lembrar que algumas recentes notícias vinculadas ao Estado Islâmico dão conta de que o grupo está organizando um grande exército de "pequenos" combatentes, formado por crianças que desde cedo aprendem técnicas de guerra, massacre e fuzilamento. Na semana passada, em mais um vídeo bárbaro que chocou o mundo, o EI expõe o assassinato de um refém árabe-israelense pelas mãos de uma criança, que o matou com vários disparos de sua arma. Segundo os combatentes, o refém era um espião que trabalhava a serviço de Israel.