Em 15 de abril de 2013, durante a realização de uma das competições de corrida mais tradicionais do mundo - a maratona de Boston - o mundo assistiu horrorizado à explosão de duas bombas, colocadas próximas à linha de chegada da prova. Em um intervalo de cerca de 12 segundos, os dois artefatos, que estavam repletos de pregos, explodiram, deixando três mortos e 260 feridos. Entre as vítimas fatais, estava um menino de apenas oito anos.

Dois irmãos de origem Chechênia foram acusados pela Polícia da cidade de terem cometido o crime: Tamerlan Tsarnaev, de 26 anos, e Dzhokhar A. Tsarnaev, de 19. O mais velho já havia sido investigado pelo FBI, em pedido feito pelo governo russo, que suspeitava que o rapaz estivesse envolvido com os extremistas chechenos. Tamerlan foi morto durante confronto com a polícia, em 19 de abril. Na ação, o jovem acabou tirando a vida também de um policial.

Dzhokhar foi encontrado escondido dentro de um barco, localizado no quintal de um morador. Na ação, o jovem ficou gravemente ferido e foi levado ao hospital, onde permaneceu por cerca de uma semana. Após a alta, o rapaz foi encaminhado a uma prisão em Fort Devens, no Estado de Massachusetts.

Na última segunda-feira (06), durante o julgamento de Dzhokhar, a promotoria do caso afirmou que a motivação do jovem para a prática do ato criminoso teria sido a de "punir os Estados Unidos" pelo que o país estava fazendo com o seu povo.

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Além disso, o local escolhido teria sido a maratona, justamente porque olhares de todo o mundo acompanhavam o evento.

A defesa do acusado, no entanto, alega que Dzhokhar teria sido influenciado por seu irmão extremista, apesar de não negar o envolvimento do jovem nas ações terroristas. Tamerlan teria sido o responsável por montar as bombas e o atentado não teria ocorrido sem a iniciativa do irmão mais velho.

A alegação da defesa tem o intuito de evitar que Dzhokhar seja condenado à pena de morte. O jovem é acusado por trinta crimes distintos e as deliberações do júri devem começar nesta terça-feira (07), após ouvidos os dois lados. O rapaz pode ser sentenciado, também, à prisão perpétua.

Mais um fato que pesa contra o jovem de origem Chechênia é o fato de que o tribunal estaria repleto de pessoas afetadas, de alguma forma, pelo atentado cometido durante a maratona.

Algumas delas, inclusive, teriam tido membros amputados por conta da ação criminosa.

O atentado foi considerado o pior em solo americano, depois do 11 de setembro.

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