A partir de agora as empresas no estado de Indiana, nos EUA, podem deixar de atender qualquer cliente que vai de contra seus princípios religiosos. Casais homossexuais, transexuais e travestis poderão deixar de serem atendidos em estabelecimentos e serviços no estado, de acordo com a lei aprovada. O governo não poderá intervir em questões religiosas, a menos que seja de seu interesse. O governador de Indiana, Mike Pense acaba de travar uma batalha política contra a população LGBT.

Lei existente

Os EUA possui uma lei federal similar a aprovada pelo estado de Indiana. O "Ato de Restauração da Liberdade Religiosa" foi assinado há mais de vinte anos.

Cada estado pode aplicar sua legislação sobre questões religiosas, após decreto publicado em 1997 que regulamenta o Ato. O governador de Indiana levanta uma questão que atinge diretamente a população LGBT, e empresas e famosos, já se posicionaram sobre a decisão de Mike Pense.

Contra as políticas atuais

A aprovação da lei no estado de Indiana vai de contra as recentes conquistas de populações minoritárias como a LGBT. A batalha histórica travada por ativistas, que lutam por direitos igualitários como o reconhecimento da casamento gay aceito em vários estados do país, a adoção de crianças por casais homo afetivos e o direito a pensão ao cônjuge do mesmo sexo. Foram direitos adquiridos a partir do enfrentamento da população LGBT cobrando por políticas públicas voltadas as minorias.

Restrição a Indiana

O CEO da Apple, Tim Cook que recentemente assumiu sua homossexualidade, publicou uma coluna no Washington Post sobre a lei aprovada em Indiana.

Os melhores vídeos do dia

Famosos como George Takei, conhecido como Star Trek, declarou boicote ao estado. Um site, A Lista de Angie retirou cerca de 40 milhões de dólares que seriam investidos na sede da empresa em Indiana.

Outro boicote

A Religion Freedom Restoration Act (RFRA) é assinada pelo governador em um cenário desfavorável a Mike Pense. Recentemente, os idealizadores da marca Dolce & Gabana sofreram boicote de famosos e empresas por declararem-se contra filhos de casais homossexuais e sistemas de geração de bebês como a inseminação artificial. Os criadores afirmaram que as crianças são "sintéticas". #Religião