Seria até engraçado, se não fosse trágico. Um combatente britânico vinculado ao grupo extremista #Estado Islâmico (EI) divulgou uma lista de cargos vagos necessitados pela organização. O soldado de nome Abu Al-Britani, no comunicado, disse que o recrutamento de novos civis ao grupo já é uma realidade e anunciou que há vagas para personal trainers, cozinheiros, mecânicos, professores e até assessores de imprensa.

Curiosamente, uma das principais tarefas requisitadas é a dos chamados "funcionários de mídia". Insatisfeito com a dita "propaganda negativa" realizada pela imensa maioria dos veículos de imprensa ocidentais, o EI quer profissionais que possam gerir a comunicação interna de acordo com os interesses do grupo, como se definitivamente tivesse se tornado uma empresa entrando no mercado.

Um dos braços da mídia já exercida pelo grupo chama a atenção pela alta qualidade exercida. A parte audiovisual do EI, que trabalha intensamente na divulgação de vídeos de sequestros, massacres e execuções, impressiona ao mundo inteiro pelas técnicas de edição e filmagens. No início do ano, as cenas de um piloto da Jordânia capturado sendo queimado vivo em uma jaula ganhou espaço no mundo inteiro. O grupo também possui a Dabiq, uma revista toda escrita em inglês.

As vagas em aberto também requerem trabalhadores de serviço braçal. Guardas responsáveis por cuidar das fronteiras de territórios conquistados pelo EI e policiais da lei da sharia constam na lista de pedidos dos terroristas. Uma das funções dos policiais é exercer a revista, sobretudo em "mulheres que não estiverem vestidas islamicamente".

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Para completar, eles querem profissionais que não deixem nenhum jihadista fora de forma. Pessoas vinculadas à área de educação física, fisiculturistas e personals podem candidatar-se. "Alguns de nossos irmãos estão com um peso a mais que precisa ser eliminado. Queremos instrutores que nos ensinem a fazer vários tipos de exercícios, como flexões, agachamentos, corridas, abdominais, corda e musculação em geral", explica Abu em seu pronunciamento. E então, alguém topa? #Terrorismo