A empresa de Tecnologia Google, dispensa apresentações. No mundo da internet, a palavra Google virou sinônimo de pesquisa. Em inglês, já é verbo: "I googled you", significa "Eu pesquisei sobre você". Na Europa, concentrando 90% dos acessos para pesquisa na internet, a empresa agora é acusada de violar a lei antitruste.

O anúncio foi feito pela comissária europeia para concorrência, Margrette Vestager, em Bruxelas, capital da Bélgica.

Segundo ela, a companhia deu vantagens injustas a seus próprios serviços de compras, em uma infração às regras da União Europeia (UE). A investigação, que começou em 2010, acusa a Google de favorecer páginas de seus próprios serviços de comparação de preços ou sites especializados em viagens, prejudicando a concorrência, como, por exemplo, o Bing, da Microsoft.

Como se não bastasse, a investigação vai além.

A EU quer saber se o sistema operacional Android (para dispositivos móveis), que também pertence à companhia, é usado para forçar fabricantes de celular a utilizar serviços e aplicativos conectados.

A defesa

Como primeira resposta à acusação formal, a Google alega que é apenas uma "porta de entrada" e considerou que a acusação é infundada, uma vez que existem outros sites de busca disponíveis.

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Tecnologia

Em um comunicado, o vice-presidente de buscas da Google, Amit Singhal, afirmou: "Enquanto Google é o motor de busca mais usado, as pessoas agora podem encontrar e acessar informação de muitas maneiras diferentes. As alegações de danos a usuários e concorrentes mostraram que estão longe do alvo". Citando algumas concorrentes, disse ainda que: "hoje o público conta com mais opções do que nunca".

Em memorando interno aos funcionários, a decisão foi descrita como "muito decepcionante", afirmando: "temos um caso muito forte, com bons argumentos no que se refere a serviços melhores aos usuários e aumento da competição".

A empresa tem inicialmente dez semanas para responder às acusações e poderá pedir uma audiência. A decisão deverá ser dada dentro de um ano e a punição pode incluir uma multa de até 10% do faturamento global da empresa, o que significa mais de 6 bilhões de dólares, além de restrições em sua atuação nos 28 países membros da UE.

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