Em discurso feito na manhã do dia 14 de julho, na Casa Branca, o presidente dos EUA disse que o acordo nuclear entre potências mundiais e o Irã não foi "construído na confiança, e sim na verificação". A imprensa norte-americana interpretou as palavras de Obama como o início de um esforço para "vender o acordo" ao Congresso e ao povo estadunidense.

Cauteloso com relação à votação de 60 dias que validará o acordo enquanto lei em seu país, o presidente mandou outro recado aos críticos congressistas, afirmando que vetará qualquer voto contrário ao que foi determinado e que impeça a implementação bem sucedida do acordo.

Reações

Tão logo foi noticiado, apesar da comemoração nas ruas de Viena e Teerã, o acordo foi duramente criticado nos Estados Unidos e em algumas partes do mundo. Um dos contrários foi Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel. Segundo ele, o pacto é um "erro histórico" que poderá criar uma "superpotência nuclear terrorista".

As criticas referem-se, principalmente, a algumas brechas nas disposições do tratado, como a que preserva o direito do Irã em produzir qualquer quantidade de combustível nuclear a partir do décimo quinto ano de transcurso do acordo.

Após o oitavo ano, pesquisas sobre centrífugas nucleares avançadas também estariam liberadas.

Outro fator de bastante peso nos comentários negativos em relação ao acordo nuclear, diz respeito ao desembargo à importação e exportação de armas convencionais e mísseis balísticos que será concedido ao Irã através dele.

O ministro das Relações Exteriores do Canadá também se manifestou contrário ao acordo.

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Curiosidades

Rob Nicholson afirmou que o Irã continuará representando uma "ameaça para a paz" mundial. Denotando desconfiança no pacto, o líder enfatizou que, por parte do Canadá, o Irã vai continuar sendo julgado "por suas ações, não por suas palavras", e que o Canadá supervisionará o país ao lado da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para que ele "respeite seus compromissos".

Do lado favorável, Federica Mogherini, chefe da diplomacia europeia, afirmou que o termo é "bom para todos os lados", caracterizando o dia de hoje como "histórico".

Mohammed Javad Zarif, Ministro das Relações Exteriores do Irã, temeu que "hoje poderia ter sido o final da esperança", caso não houvesse acordo. "Mas, estamos perante um novo capítulo", completou.

A população iraniana chegou a sair às ruas, em Teerã, para comemorar o feito.

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