Pelo menos quatro pessoas, incluindo uma criança de seis meses, foram mortas nesta terça-feira (25), quando um atirador abriu fogo na comuna de Roye, no departamento de Somme, na França.

Três das vítimas - um homem, uma mulher e um bebê de 6 meses - foram friamente abatidos, segundo a prefeitura. Um policial também morreu, depois de ser ferido durante a intervenção da força local.

Os três remanescentes, gravemente feridos, são: o homem que abriu fogo, outra criança e um policial, todos internados no Hospital Universitário de Amiens. A criança gravemente ferida, teve uma parada cardíaca no início da noite e foi colocada sob suporte ventilatório, relata o jornal Le Monde.

"A polícia não teve alternativa a não ser atirar em suas pernas"

De acordo com o jornal francês, o Ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, contou que o suposto atirador, "bem bêbado", entrou no acampamento e "friamente matou um bebê de seis meses (...) um homem de quarenta anos e sua filha" antes de a Polícia intervir. A delegacia fica localizada perto da área onde os viajantes se hospedam.

O suspeito, que estava armado com uma espingarda, "fazia parte da comuna", disse o promotor de Amiens, Bernard Farret, ao jornal.

“Por agora, a acusação sente que não pode falar sobre um acerto de contas, mas a agressão de um indivíduo contra uma família."

"A polícia não tinha outra maneira de controlar a situação além de atirar nas pernas”, disse Cazeneuve. 

Implantação de um esquema de segurança

Um forte esquema de segurança foi implantado ao redor da área onde o tiroteio ocorreu, fora da cidade de Roye. A atmosfera era pesada e incidentes ocorreram no início da noite.

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Polícia Curiosidades

De acordo com a correspondente especial do jornal Le Monde, a tensão se mostrou tamanha que, nenhum jornalista pôde se aproximar do acampamento. Um jornalista da Europe 1, que tentou burlar o cerco foi intimidado e retirado urgentemente pelos policiais. Um repórter da RTL também foi levado pela força tarefa. No começo do dia, as pessoas presentes ao redor do acampamento hostilizaram repórteres do Courrier Picard e uma equipe de TV.

A polícia foi forçada a acompanhar os jornalistas aos seus veículos e configurar um desvio para que os automóveis não passassem perto do acampamento. Cazeneuve visitou brevemente, durante a noite, o hospital onde os feridos estão hospitalizados.

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