Um ataque aéreo liderado pelos EUA nesse sábado (3) deixou pelo menos 20 mortos e 37 feridos na cidade de Kundus no Afeganistão, de acordo com a nota divulgada, 9 vítimas faziam parte da ONG.

O porta-voz das forças norte americanas no Afeganistão, coronel Brian Tribus, informou que a operação tinha como alvo as áreas ocupadas pela organização Talibã, que atualmente detém o poderio político e militar no país desde a década de 90.

"Um ataque aéreo em Kunduz por volta das 02h15 (hora local) contra indivíduos que ameaçavam o contingente", declarou o coronel Tribus, alegando que o ataque pode ter causado “danos colaterais”, e no mesmo dia o comandante das forças atuantes no Afeganistão, lideradas pelos EUA, general John Campbell, emitiu uma nota, se desculpando formalmente com o presidente do país Ashraf Ghani.

Em comunicado a MSF — médicos sem fronteiras — anunciou que pelo menos 9 dos mortos eram membros da organização, e argumentou também que ainda há muitos funcionários e pacientes desaparecidos, portanto, o número de mortos deve aumentar.

Segundo a ONG, Cabul e Washington tinham a localização exata das instalações em Kunduz incluindo o hospital, a pousada, o escritório e uma unidade de estabilização no distrito de Chardara, a noroeste da cidade.

A entidade ainda afirmou que o ataque durou cerca de 30 minutos, depois das autoridades americanas e afegãs terem ciência de que o hospital lotado de pacientes e funcionários havia sido atingido.

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A Comissão Europeia alegou estar consternada com o ataque americano ao hospital da MSF. "Estou profundamente consternado com a morte de ao menos nove membros do pessoal da MSF no bombardeio do hospital administrado pela organização na cidade afegã de Kunduz", afirmou, em comunicado, o comissário europeu para a Ajuda Humanitária e Gestão de Crises, Christos Stylianides. Como se a Europa estivesse oferecendo um cruzeiro de férias para os imigrantes que chegam ao continente todos os dias.

O coronel americano Brian Tribus também informou que a operação "poderia ter causado danos colaterais a uma estrutura médica da cidade" e que "o incidente está sendo investigado". Já os militares afegãs alegam que, no hospital, "se escondiam de 10 a 15 terroristas" que foram mortos, mas reconheceram que "também médicos morreram", assim como revelaram terem derrubado uma C-130 americano.

A região de Kundus está sendo bombardeada pelos EUA e por forças locais desde o dia 29 de setembro, quando o grupo terrorista Talibã anunciou ter dominado a cidade sendo que essa é a primeira que os extremistas conseguem reconquistar desde que o regime talibã foi “derrubado” pelos norte-americanos em 2001.

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