Um artista chinês viu uma grande encomenda à marca "Lego" ser negada. Ai Weiwei, é o artista-ativista em questão. Não querer ter envolvimento com questões de foro político foi a justificação apresentada pela marca. Os fãs da Lego não gostaram da atitude da marca e estão a oferecer as peças para que a obra seja terminada.

As obras foram iniciadas em junho de 2015. Para a sua construção, são necessárias peças Lego em grandes quantidades.

Vão ser exibidas na futura exposição "Andy Warhol / Ai Weiwei", e o tema será a liberdade de expressão. Essa exposição decorrerá em Melbourne, na Austrália, na Galeria Nacional de Victoria, em dezembro de 2015.

Os fãs do artista ficaram desiludidos com a Lego, e alguns dizem que não vão voltar a comprar brinquedos desta marca. Todo este debate e mostra de apoio ao artista se iniciou na rede social Instragram, onde o artista apelou aos fãs para doarem as peças necessárias para produzir a obra.

Ele já recebeu feedback por parte dos internautas que vão dar os seus Legos, e já existem diferentes pontos para recolha, em diversas cidades.

Ainda na publicação do Instagram, o artista diz: “A recusa da Lego em vender o seu produto a um artista é um ato de censura e descriminação”. A Lego, por sua vez, na resposta via e-mail ao artista, se justificou dizendo que não pode ser parceira em atividades artísticas, vendo o seu nome envolvido em temas como a política, religião, racismo, cenas obscenas ou de difamação.

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Mundo

Essa não é a primeira vez que Ai Weiwei usa material da Lego nas suas obras de arte. Em 2014, ele concretizou em uma prisão norte-americana, Alcatraz, uma instalação, em que produziu com essas peças 176 retratos gigantes de dissidentes políticos, que foram presos ou obrigados a viver no exílio devido às suas crenças.

Ai WeiWei é um dos artistas contemporâneos mais influentes, sendo designer arquitetônico, pintor, escultor e ativista social.

As suas obras têm um grande caráter político. Os conceitos das suas obras abordam diversas vezes a liberdade de expressão. Defende a democracia e os direitos humanos, se opõe ao governo chinês.

Em 2011, devido à sua atividade e crítica, foi preso político durante 81 dias em local incerto. Vários museus pelo Mundo apelaram à sua libertação, bem como protestos e manifestações ocorreram. Durante 4 anos viu seu passaporte confiscado pelo governo, mas foi devolvido em julho.

Neste momento, está a viver e a lecionar aulas em Berlim, na Alemanha.

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