O Observatório Sírio dos Diretos Humanos divulgou nesta segunda-feira (30), dados assustadores da guerra na Síria. Segundo a entidade, os bombardeios russos no país levou a morte 1.502 pessoas. A maioria dos mortos são civis e há uma quantidade alarmante de crianças e adolescentes também entre os assassinados.

Os ataques começaram no dia 30 de setembro. Entre os mortos, também foram identificados 419 membros do grupo Estado Islâmico (EI) e 598 combatentes da Al Nosra, (a facção local da Al-Qaeda), e outros grupos rebeldes, segundo a ONG.

Crianças e adolescentes na linha de fogo

“O que mais nos incomoda é o altíssimo número de crianças e adolescentes vitimados nesses bombardeios. É alarmante a quantidade de jovens que estão sendo colocados na linha de frente dessa guerra. A maioria deles nem sabe por que estão morrendo ou matando”, disse a representante do Observatório sírio.

A Rússia, que firmou aliança com o regime de Bashar al Assad, iniciou os ataques na Síria em março de 2011, com o objetivo de combater a ameaça eminente do grupo terrorista Estado Islâmico.

Porém, apesar das muitas vítimas em território sírio, os combatentes aliados do EI não se intimidaram, tanto que responderam com um Ataque desumano a França, onde vitimaram 256 pessoas.

Além disso, os terroristas também derrubaram um avião no Egito, com 127 passageiros, e seguem fazendo várias ameaças de ataques. Em vídeo divulgado pelo próprio grupo, um homem usando capuz afirma que em breve eles irão ferir os Estados Unidos em sua capital, Washington.

O presidente americano, Barack Obama, reforçou a segurança no país e se uniu a Rússia para combater o Estado Islâmico, desde então. Tanto o comando militar americano, como a Rússia, a França e o governo de Damasco, estão comunicando diariamente todos os pontos que estão atacando.

“Estamos nos esforçando ao máximo para não atingirmos inocentes. Os ataques estão sendo concentrados em territórios militares e campos de treinamento.

Vamos responder a altura os ataques sofridos e não vamos parar até eliminarmos o grupo terrorista Estado Islâmico”, afirmou Obama.

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