O vídeo divulgado na última segunda-feira (16) pelo grupo fundamentalista Estado Islâmico (EI), assumindo a autoria da série de atentados terroristas em Paris, capital da França, na sexta-feira (13), que deixou um saldo de 129 mortos e centenas de feridos em tiroteios e bombardeios, colocou em alerta países europeus e os Estados Unidos da América.

No vídeo, um homem com turbante e uniforme militar, membro do EI e conhecido como "O Argelino" afirma que "assim como a mão de Deus pesou sobre a capital da França (Paris), pesará também na capital dos Estados Unidos (Washington DC)".

A ameaça do fundamentalista, identificado nas legendas como Al-Ghareeb, estendeu-se também aos países europeus que participam do combate militar através de ataques aéreos ao EI no Oriente Médio, principalmente Síria e Iraque.

Os Estados Unidos da América são alvo do EI há décadas, fazendo parte de uma engrenagem terrorista que envolve política, troca de favores bélicos e quebra de alianças, que tornaram ainda mais confuso o já obscuro cenário no Oriente Médio.

Cidades como Los Angeles, Miami, Nova Iorque, Massachusets, Boston e Chicago aumentaram o reforço policial nas ruas após a divulgação do vídeo pelo grupo fundamentalista EI.

Contudo, é frágil essa medida, uma vez que ninguém pode prever que de forma será feito o Ataque terrorista, quando, e onde. Sabe-se, no entanto, que nem sempre o EI utiliza-se de atiradores e homens-bomba para realizar seus ataques.

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Polícia Curiosidades

A capital dos Estados Unidos, Washington, foi citada pelo extremista como próximo alvo, que utilizou o nome de Deus para justificar o plano de vingança, jurando em nome de Allah que a justiça haveria de ser feita.

Em Nova Iorque grupos policiais para ações críticas foram acionados, e nesta segunda (16), mais 500 policiais e 8 K-9 (os grupos com cachorros treinados para situações extremas) estavam nas ruas, preparados para o combate antiterrorismo.

O mesmo combate que os fundamentalistas chamam de cruzadas contra o Oriente Médio, que consiste nos ataques aéreos a pontos do EI localizados principalmente na Síria e no Iraque.

Além do medo generalizado pelas ameaças os Estados Unidos sofrem, agora, com os constantes boatos de ataques em diversas cidades, dificultando a defesa do país.

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