Umataque, já reivindicado pelo Estado Islâmico, causou a morte de 129 pessoas na noite de sexta-feira na capital da França (Paris). Somente noLe Bataclan, o número de mortos situa-se perto dos 100, uma vez que três homens armados começaram a disparar indiscriminadamente sobre o público de um concerto, fazendo depois explodir um colete que vestiam.

Segundo uma testemunha, alguns homens chegaram e começaram a disparar junto à entrada. "Eles dispararam para a multidão, gritando Allah Akbar (Deus é Grande), com shotguns penso eu (...) Eu conseguia ouvi-los a recarregar.

O concerto parou, toda a gente estava deitada no chão, eles continuaram a disparar contra as pessoas, foi um inferno", relata.

O Presidente francês, François Hollande, já declarou estes atentados como um ato de guerra, acionando ainda Estado de Emergência, mobilizando 1500 soldados para a cidade de Paris e fechando as fronteiras francesas. Em frente ao Bataclan, o local onde os ataques fizeram um maior número de vitimas, o presidente afirmou: "A França vai reagrupar-se e unir-se".

Inúmeros líderes mundiais apressaram-se a manifestar a sua solidariedade, tais como Angela Merkel, chanceler da Alemanha.

Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, afirmou sentir-seprofundamente chocado com as imagens que chegam de Paris”. Já o presidente norte-americano, Barack Obama, mostrou a disponibilidade americana em apoiar a França“no que for preciso para levar os terroristas à justiça.

Estes ataques na França surgem numa semana inteiramente marcada por ações terroristas, começando na descoberta da destruição do avião russo por uma bomba e passando pelo recente ataque, também suicida, no Líbano, todos estes reivindicados pelo grupo terrorista do Estado Islâmico.

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Curiosidades

Após o Ataque na França, surgem afirmações de uma maior necessidade de acelerar e reforçar o processo de negociações para o problema da Guerra Civil Síria, surgindo ainda espaço para questionar se será este o catalisador que fará países europeus, em especial membros da NATO, considerar a opção de enviar tropas para o terreno sírio, numa tentativa de solucionar as falhas da estratégia até agora usada para combater o Estado Islâmico.

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