Durante a tarde da passada quinta-feira (12/11), dois homens-bombafizeram-se explodir junto a um dos maiores campos de refugiados palestinianos no Líbano. As explosões perto deum centro comercial, no bairro de Burj al-Barajneh, a sul de Beirute, causaram a morte de 41 pessoas e feriram 200, um número ainda provisório, num Ataque já reivindicado pelo grupo terrorista do Estado Islâmico.

Existem ainda relatos da existência de mais dois bombistas, um abatido antes de detonar os explosivos e o outro falhou a realização da mesma tarefa.Desde 2014 que não ocorria um atentado na região do sul de Beirute.

Contudo, recuando um pouco no tempo, entre julho de 2013 e fevereiro de 2014 o número de atentados passa para os 9.

O Líbano é o país de origem das forças militares do Hezbollah, que combatem o Estado Islâmico na Síria, ao lado das forças militares sírias de Bashar Al-Assad e, mais recentemente, das forças aéreas russas, encarregues do bombardeamento de pontos estratégicos ocupados pelogrupo terrorista. Após a explosão do avião russo com uma bomba, um ataque também reivindicado pelo Estado Islâmico, este atentado surge como mais uma retaliação, por parte do grupo terrorista, às incursões levadas a cabo pelas forças do Hezbollah dentro das fronteiras sírias.

A guerra na Síria tem vindo a ter graves consequências no Líbano, uma vez que ambos os países partilham fronteiras, até à data essas consequências não passavam da entrada de milhares de refugiados, que sobrecarregavam o Estado libanês com mais encargos do que este pode suportar, no entanto este acto surge como uma escalada nos custos que a guerra síria tem dentro das fronteiras do Líbano.

Forças militares do Hezbollah responderam ao atentado com a máxima rapidez, montando um perímetro de segurança através da instalação de postos de controle em todas as entradas do campo de refugiados, com o objectivo de escrutinar todas as entradas e saídas do mesmo e prevenir quaisquer outros ataques que pudessem estar planeados para aquela região.

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