Até mesmo as gerações mais novas têm gravado na alma e na memória o terror do nazismo imposto durante o período da 2ª Guerra Mundial. Adolf Hitler utilizou de um método popular desde a antiguidade para doutrinar seus seguidores: um livro. Livros sempre foram utilizados para doutrinas, exemplos clássicos são o cristianismo com a Bíblia e o islamismo com o Alcorão, por um minuto é bom esquecer a coincidência que as religiões tem de levar os seguidores ao fanatismo e que o nazismo também possuiu.

O que trouxe o livro de 1925 de volta aos holofotes é seu relançamento na Europa, em 2015 a obra autobiográfica deHitlerpassou a ser domínio público e portanto pode ser editado e traduzido por qualquer editora.

Mein Kampf(Minha Luta é o nome em português) foi escrito por Hitler em 1924 durante sua estadia na prisão de Landsberg. A sentença de 5 anos foi dada ao líder nazista devido a um falho golpe de estado realizada pelo Partido Nazista, infelizmente nem a prisão de Adolf foi o suficiente para impedir sua ascensão na política e ele foi nomeado chanceler da Alemanha em 1933.

Chega de história, de volta ao assunto do presente: a bíblia nazista de Adolf Hitler. O livro obviamente viveu muito mais que seu autor que morreu após a queda do nazismo e suas ideias permanecem por aí. Mein Kampf não é somente uma inocente biografia, ele também fala sobre os ideias nazistas de pureza e antissemitismo. A obra também fala sobre a necessidade que o país tem de conquistar o “espaço vital”, que o levaria num frenesi imperialista pela Europa.

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Literatura Opinião

Quem não sabe sobre os campos de concentração, a exterminação de judeus, negros e gays que Hitler liderou? Essas foram ações tiradas do Mein Kampf. Por isso sua reedição é um assunto tão delicado, na Alemanha em especial, mas também no mundo inteiro. Para muitos o livro deveria ser proibido, como já é em países como Áustria e a própria Alemanha, para evitar a propagação de suas ideias maléficas.

Outros pensam que deveria ser reeditado e tornar-se livre para a leitura de quem queira.

Claro que a internet já o deixa à disposição de “quase” qualquer um. É de se esperar que os leitores modernos não caiam tão fácil nas presas do falecido Hitler e comecem a exterminar judeus alucinadamente, mas nunca se sabe. Existe o grande exemplo dos grupos terroristas para mostrar como mesmo pessoas modernos e jovens podem ser ludibriadas por ideias de ódio.

O fato é que os defensores da liberdade de expressão consideram um erro proibir um livro por pior que sejam suas ideias.

A leitura do livro também pode servir para questionar como surgiu um culto ao ódio tão gigantesco como o Partido Nazista alemão e seu sucessor moderno, o neonazismo. Talvez com o Mein Kampf liberado as pessoas possam lê-lo, entende-lo e se precaverem dos truques que outros líderes tentem aplicar. A questão mais importante, no entanto, é relacionada à moral e ainda não foi respondida: Seria melhor que o herdeiro literário de Hitler permaneça proibido e longe das vistas leigas ou que seja liberado para todos?

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