O novo governo português continua à causar polêmicas. Dessa vez, o objetivo é conseguir liberdade de circulação e residênciaentre países lusófonos, e claro, dentre eles está o Brasil. Todavia, o Brasil não só vê o assunto com cautela, como não faz questão de colocá-lo em suas prioridades diplomáticas.

O primeiro ministroAntónio Costa, acredita que acabar com as barreiras vai melhorar o desenvolvimento econômicoentre os países, entretanto, o Brasil não possui nenhum investimento significativo com Portugal que poderia ser melhorado com essa liberdade, ao contrário, o país vê essa possibilidade com preocupação, uma vez que isso aumentaria o número de imigrantes ilegais no país e poderia trazer terroristas para o território nacional.

O moçambicanoSalimo Abdula, que é presidente daCE-CPLP, também reforçou a importância do Brasil e demais países abrirem suas fronteiras para a livre circulação de bens, produtos e serviços. Já o diplomataPaulo André Moraes de Lima, que é o coordenador geral para a CPLP noMinistério das Relações Exterioresdo Brasil, deixou claro que o país não enxerga oCPLP como um importante organismo internacional, como o Mercosul ou a União Europeia e por isso não identifica vocação 'supranacional' no organismo.

Sendo assim, o Brasil vai continuar mantendo suas prioridades com o Mercosul e com a OMC - Organização Mundial do Comércio - e não pretende adotar novas prioridades tão cedo. De qualquer maneira o Itamaraty já declarou que esses pedidos portugueses são recorrentes e que eles podem vir a seguir em frente futuramente, entretanto, isso é inviável no momento.

Desespero

A 'sugestão' do governo português não é em vão. Milhares de portugueses rumaram para outros países nos últimos anos, deixando a mão de obra do país em decadência. Por conta disso, é importante que imigrantes tenham facilidade para entrar em Portugal para preencher essas lacunas que de alguma forma, afetam diretamente a economia nacional.

Além do Brasil e de Portugal, integram oCPLP São Tomé e Príncipe, Guiné Equatorial, Guiné-Bissau, Moçambique, Cabo Verde, Angola e Timor-Leste. O Brasil é o mais significativo de todos no sentido econômico.

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