Depois do atentados de Paris no dia 13 de novembro o mundo entrou numa histeria antiterrorista impressionante. A organização terrorista responsável por tais ataques ameaçou também os aliados na França que auxiliaram numa retaliação aérea através de bombardeios. Na ameaça o terrorista anunciou que o Estado Islâmico atacaria os Estados Unidos em Washington assim como atacou a França em Paris.

Devido a essa ameaça e a outros atentados posteriores aos de Paris os EUA em sua paranoia completamente justificada entraram mais uma vez no antigo debate sobre xenofobia no país. A entrada de refugiados sírios agora é vista com maus olhos por boa parte da população.

No último domingo, dia 6 de dezembro, o presidente americano Barack Obama discursou sobre as medidas adotadas pelo país para conter a eminente ameaça terrorista que teria como alvo a própria Casa Branca. O presidente também alertou o povo contra o preconceito contra muçulmanos em geral pedindo que americanos não fossem vítimas de impulsos criados pelo medo. “Não esqueçamos que liberdade é maior que o medo”, o presidente disse tentando acalmar o povo americano.

2016 será ano eleitoral nos EUA, o que torna a luta contra o Terrorismo ainda mais difícil. Barack Obama é a favor de medidas nada populares como controle mais forte sobre a venda de armas ao público civil. Ele também tenta conseguir apoio do Congresso para emitir uma autorização legal para uma campanha militar contra o Estado Islâmico iniciada em 2014.

Os Estado Unidos agora utilizam tropas de elite para lançar ataques surpresa na Síria e no Iraque, países onde espera-se que bases do grupo terrorista estejam.

Obama deu ênfase na luta contra a alienação dos muçulmanos pelo povo americano como tentativa de enfraquecer o poder de sedução que o EI tem sobre essa população.

Viu-se claramente que uma das forças do Estado Islâmico está em explorar o sentimento de isolamento que populações muçulmanas ou com crenças afins sentem em países como EUA e França especialmente agora após os ataques. Caso esse grupo continue com tal força e a xenofobia mantenha os americanos e muçulmanos afastados é provável que o EI consiga ainda mais recrutas com cidadania americana para realizar seus atentados.

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