Foi uma acusação de terrorismo que levou à execução do xeque Nimr al-Nimr no último sábado, dia 2 de janeiro. Junto dele, mais 46 pessoas foram executadas pelo mesmo crime incluindo ativistas da Al-Qaeda. O líder era um dos principais representantes do movimento contra o governo opressor de minoriais xiitas na Arábia Saudita.

A revolta contra tal atitude aconteceu principalmente pelo fato de Nimr apoiar uma resistência pacífica, mesmo assim foi considerado e julgado como um terrorista pelo governo.

Ele já havia sido preso diversas vezes e inclusive baleado em atos anteriores, porém seu fim foi trágico demais dessa vez.

Como já é de conhecimento comum, as situações políticas no Oriente Médio nunca foram muito estáveis e a Arábia Saudita não escapa. Com esse seu ato precipitado de morte aum líder religioso e de movimento político, o país comprou briga principalmente com o Irã, onde vive uma maioria xiita.

Em 2015, a Arábia Saudita culpou o Irã de produzir armas nucleares que eventualmente levariam o Oriente Médio a uma guerra nuclear, alegações ainda não provadas e extremamente improváveis. Especialistas apontam que essa rivalidade entre os países tem um tom de Guerra Fria, porém a recente execução de Nimr pode levar o conflito a um novo patamar.

Na noite do sábado da execução, o Irã já mostrava sua revolta quando protestos irromperam perto da embaixada Saudita.

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Polícia

A morte de 47 homens foi uma das maiores execuções que o país via em décadas e foi levada como uma mensagem aos críticos do governo de qual poderia ser seu fim. Os protestantes rasgaram bandeiras, invadiram o prédio da embaixada, quebraram janelas e pertences.

O Ministério do Exterior da Arábia Saudita convocou o embaixador iraniano para justificar a Violência contra a embaixada e diz que o Irã é responsável pela segurança das construções e pessoal nela encontrados.

Os protestos conseguiram colocar fogo na embaixada, porém foram expulsos do local pela Polícia iraniana que também conseguiu terminar o incêndio. Mesmo depois de serem tirados de dentro da embaixada, muitos manifestantes continuaram do lado de fora para expressar seu desgosto em relação às ações do governo saudita.

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