Uma explosão atingiu a praça central de Istambul, na Turquia, nesta terça-feira (12), provocando a morte de 10 pessoas e deixando 15 feridas, sendo que dois dos feridos em estado grave. As informações que se tem até o momento são de que a maioria das vítimas são estrangeiras.

O canal N-24 da televisão alemã informou que nove dos dez mortos são cidadãos da Alemanha e que há um norueguês ferido - a informação foi passada por fontes da mídia turca.

A explosão aconteceu na área turística, no bairro de Sultanahmet, perto da Basílica de Santa Sofia e damesquita do Sultão Ahmed, mais conhecida como Mesquita Azul e várias ambulâncias estavam no local, socorrendo os feridos. A área foi isolada por equipes de segurança. As equipes de resgate dividiam o espaço isolado com a equipe forense que trabalhava no local.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, se pronunciou condenando o ato terrorista e afirmou que o atentado foi obra de um homem-bomba sírio.

Anterior a isso, representantes da Polícia turca já haviam afirmado que por trás da explosão na praca central de Istambul estavam militantes do Daesh - a suspeita foi levantada pelo fato do atentado ter sido cometidona zona turística e voltado contra civis, conforme informação dada pelo jornal Hurriyet.

Informações dadas pelo vice-premiê turco, Numan Kurtulmus, apontam para a identificação do terrorista.

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De acordo com o vice-premiê, o homem-bomba é de origem síria e nasceu em 1988. Foram encontrados fragmentos do corpo do homem-bomba no local da explosão, afirmou Kurtulmus ao canal de televisão CNN Turk. Seu nome ainda não foi divulgado.

Sobre a morte dos nove cidadãos alemães, nada ainda foi comentado pelo ministério das Relações Exteriores da Alemanha, mas o primeiro-ministro turco já contatou a chanceler alemã, Angela Merkel e expressou condolências pelas vítimas.

Testemunhas contam o que viram

A BBC ouviu uma testemunha, Murat Manaz, que contou sobre os primeiros momentos após a explosão: "Eu vi o que aconteceu [...]. Foi o caos. Toda a gente começou a correr em todas as direcções."

Nas redes sociais podem ser vistas imagens das vítimas no chão, sendo atentidas pelas equipes de socorro. Outras testemunhas e agentes de polícia contaram que havia corpos e pedaços de corpos espalhados pelo local.

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