Depois de uma guerra que durou anos e que ceifou a vida de centenas de afegãos por causa da vingança americana sobre a Al-Qaeda, os Estados Unidos voltam a bombardear o país com total aprovação de Barack Obama.

Até pouco tempo atrás as tropas americanas só podia usar força contra a Al-Qaeda ou em missões humanitárias a favor de militares afegãos. A Al-Qaeda é o grupo terrorista responsável pelos ataques às torres gêmeas em 11 de setembro de 2001 e que na época, era liderada por Bin Laden.

A informação sobre a abrangência dos ataques aéreos americanos que estavam limitados a Síria e o Iraque, foi confirmada por uma fonte militar ao Washington Post.

Os ataques realizados em território Sírio estão sendo realizados contra a vontade da Rússia, uma vez que o governo americano objetiva destruir o governo de Assad e não só o Estado Islâmico, e o presidente sírio é aliado de Putin na coalizão contra o terrorismo.

Bob Corker, presidente do Comitê das Relações Exteriores do Senado americano, alegou que está muito contente com a iniciativa norte-americana de perseguir os jihadistas nesse país e declarou que ‘foi um erro’ atacar a Al-Qaeda no Afeganistão, quando poderiam ter se focado apenas no Estado Islâmico.

Se por um lado inúmeros inocentes tem morrido nas missões militares americanas desde 2001, por outro lado o Estado Islâmico começou a ganhar força nos dois últimos anos, quando as forças americanas começaram a ser retiradas do local. Há cerca de dois meses, Vladimir Putin, presidente da Rússia, acusou os Estados Unidos de criarem o ISIS ao deixar armas nas mãos de mercenários durante duas missões no Oriente Médio.

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Os Estados Unidos não rebateram as acusações de Putin, mas também não respeitaram o seu aviso de que deviam se manter longe do espaço aéreo sírio. Bem ou mal, a estratégia de Putin no combate ao Estado Islâmico é mais eficaz do que a velha política de bombardeio sem fim que fez parte do governo de Bush pai e filho e Clinton, bem como durante todo o mandato de Obama.

A Rússia também obteve o papel de destaque econômico e militar que há pouco tempo atrás pertenceu aos Estados Unidos e Vladimir Putin foi eleito o homem mais influente do mundo, segundo levantamento israelense, obtendo também inúmeros recordes de aprovação de seu governo.