A imprensa internacional virou sua atenção para a atual situação Política no Brasil e está produzindo denúncias sobre a perseguição de alguns meios de comunicação e judiciário ao Partido dos Trabalhadores.

No jornal português Publico, Sylvia Debossan Moretzsohn opinou que a tensão política em que o Brasil vive aumenta especulação sobre a prisão do ex-presidente. Para ela, a manifestação que se dize “anticorrupção” é de caráter “abertamente fascista”, se referindo à manifestação de 13/03.

A jornalista informa que o juiz Sérgio Moro já havia sido acusado de arbitrariedade ao usar prisão preventiva como uma forma de conseguir delação premiada. Ela anota ainda que o grampo na ligação entre Lula e Dilma havia sido feito mesmo depois de o juiz suspender as escutas, ela também declara em sua coluna que, além do escritório do ex-presidente, foram grampeados 25 advogados, estagiários e empregados, além de 300 clientes.

David Alandete, do jornal El Pais Brasil, em 19/03, também abordou sobre a gravação de Lula e Dilma. Ele fala que logo após a nomeação do então ex-presidente, o juiz Itagiba “se apressou para ordenar a anulação da nomeação” do ministro. O jornal denuncia que o mesmo juiz, cerca de um ano atrás, fez uma espécie de campanha para a derrubada do Governo. Diz ainda que o papel do juiz Moro é ir atrás de Lula.

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Ainda no El Pais Brasil, Ignacio Cano disse que o Brasil, logo após anos de uma economia crescente e inclusão social, está sob uma crise política e econômica que ameaça retrocesso e cadência institucional.

A revista The Economist conhecida pelos seus eventuais ataques ao governo Dilma, em 18/03, classificou o Judiciário como estranho, “e mais implacável”, classificou a atitude de Moro como fora dos limites na questão dos grampos disse que ele pode ter ido “longe de mais”.

O jornalista Glenn Greenwald, escolhido por Edward Snowden para falar sobre a espionagem dos EUA, publicou em 18/03 uma denúncia no Intercept. Ele diz que os protestos que se dizem “pelo Povo” são agitados pela mídia, que é homogeneizada, concentrada e poderosa no Brasil, e que esse tipo de protesto é majoritariamente formado pela parte branca e mais rica do país, que não gostam do PT, e são contra qualquer programa de inclusão social que combata a pobreza.

O jornalista denuncia também que os perfis dos jornalistas da TV Globo contêm agitações anti-governo. Disse ainda que quando as gravações foram divulgadas em um jornal da TV Globo os âncoras do jornal tiveram que ler e reler melodramaticamente e em tom de fofoca os relatos. Ele denuncia que as revistas de maior circulação do Brasil dedicam capas contra o atual governo.

Ele finaliza dizendo que se trata de uma campanha de grupos que odiaram os resultados das eleições e agora marcham com uma bandeira travestida de “anticorrupção”, muito semelhante como aconteceu em 1964.

Segundo ele, nesses protestos “anticorrupção” pedia de forma escancarada o fim da democracia.

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