A leishmaniose é uma Doença infecciosa, mas não contagiosa. Transmitida por meio da picada do mosquito flebotomínio, que contém na saliva o parasita denominado de leishmania, se multiplica dentro das células responsáveis pelo sistema de defesa do corpo, também conhecido como macrófagos, provocando ferimentos abertos e ocasionando deformações para o resto da vida.

Atualmente a doença está afetando milhões de Refugiados sírios, pois é facilmente encontrada em zonas de conflito. De acordo com uma reportagem publicada pela revista PLoS Neglected Tropical Diseases, o número de casos registrados na Síria poderá ultrapassar o número de 200 mil somente neste ano.

Os médicos atribuem isso ao deslocamento em massa da população.

Outros países

Também há registros da doença na Líbia, de acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde). O mosquito está se proliferando em reservatórios de água nos centros para refugiados.

Já há casos da doença registrados no Líbano e demais países do Oriente Médio, mas o número de infectados ainda é considerado baixo, com apenas 10 conhecidos em 10 anos, cenário muito diferente dos mais de 1000 encontrados na Síria somente em 2014.

Segundo o Ministério de Saúde sírio, mais de 4 milhões de refugiados vivem em condições precárias.

Solução

Em nota, os responsáveis pelo estudo cobram que o governo sírio tome uma atitude em relação ao crescente número de infecções. Entre as possíveis soluções estariam o fornecimento de água potável, distribuição de comida, saneamento básico além da moradia adequada.

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Hoje a maioria da população síria vive em péssimas condições nos campos de refugiados. Uma pesquisa mostra que se o surto de leimanhose não for tratado logo, poderá trazer junto com ele uma grande catástrofe para o país e, como consequência, poderá se espalhar para o restante da região.

Atualmente, a doença é transmitida em mais de 50 países, com casos conhecidos no Oriente Médio, Ásia e Oceania. Para a a OMS, o novo surto da doença poderá atingir mais de 1 milhão de pessoas em breve, podendo resultar em mais de 40 mil mortes.