O que era para ser um momento de festa e celebração virou um verdadeiro terror para dezenas de franceses em Nice, no sul da França, na noite desta quinta-feira, 14. Diversas pessoas acompanhavam uma queima de fogos em comemoração ao Dia da Bastilha, quando um caminhão que portava armas e granadas acelerou em direção às pessoas presentes no evento. Até o momento da redação deste artigo (6:30, horário de Brasília), há a confirmação de 84 mortos e mais 18 em estado considerado "gravíssimo".

Jean-Michel Prêtre, procurador da cidade de Nice, informou que o caminhão percorreu aproximadamente 2km no meio da multidão. O motorista, na sequência, foi abatido pelos policiais. Informações deram conta de que, assustadas e em pânico, as pessoas que comemoravam o Dia da Bastilha saíram correndo em diferentes direções. Ao final da noite em Nice, muitos corpos encontravam-se espalhados pelo chão no local chamado Promenade dos Anglais (Passeio dos Ingleses), que é uma avenida à beira-mar.

Como forma de tentar atingir mais franceses, o motorista do caminhão guiou o veículo em zigue-zague e causou minutos de sofrimento em um ato que deveria ser de celebração. Documentos encontrados no interior do carro remetem a um francês de 31 anos com descendência tunisiana, mas ainda não há uma confirmação oficial da identidade do motorista e nem dos ocupantes do caminhão.

Um site portuguêsreportou que membros do grupo terrorista autoproclamado Estado Islâmico comemoraram via redes sociais o grave atentado em Nice.

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Polícia

No entanto, eles ainda não reivindicaram a autoria da barbárie, como fazem habitualmente após suas ações radicais. Esse seria o terceiro grave caso de Terrorismo ocorrido na França em um prazo de um ano e meio. Antes disso, em janeiro de 2015, um ataque à sede do jornal Charlie Hebdo deixou 12 mortos. Já em novembro, Paris foi acometida por uma série de ataques que deixou um saldo de 130 mortos. O primeiro foi realizado por agentes ligados à Al-Qaeda, enquanto o segundo foi reivindicado pelo EI.

Reação

Para tentar reagir brevemente ao acontecimento, a cidade de Nice tenta se transformar para auxiliar feridos e vítimas do ataque. Diversos taxistas transportaramgratuitamente pessoas que precisavam sair do local da comemoração do Dia da Bastilha após o atentado. No Twitter, foi criado um movimento chamado#PortesOuvertesNice (portas abertas em Nice), para aqueles interessados em oferecerem suas próprias casas para receberem desabrigados.

O presidente da França, François Hollande, salientou que o atentado em Nice demonstrou um"caráter terrorista". O Estado de Emergência decretado por ele desde os ataques de Paris, em novembro do ano passado, expiraria ainda nesse mês de julho, mas o presidente anunciou que vai ampliá-lo por mais três meses. A França também deverá ampliar suas ações ofensivas na Síria e no Iraque, redutos do grupo jihadista Estado Islâmico.

Assim como em janeiro e novembro de 2015, julho de 2016 marcará a França para sempre com o sangue da intolerância e do terrorismo.

Blasting News está cobrindo os atentados em Nice em todo o mundo. Leia também a cobertura em outros países:

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