Um assunto histórico bastante controverso é o que envolve os mármores do Parthenon na Grécia ou como também são conhecidos, mármores do Lorde Elgin. Os trabalhos em questão compõem uma coleção de obras e esculturas construídas a base de mármore que foi subtraída da Grécia por Thomas Bruce, o Lorde Elgin, enquanto esse era o embaixador da Grã-Bretanha junto ao império Otomano, justamente no momento em que os otomanos ou atuais turcos dominavam a Grécia com mãos de ferro por 400 anos, bem como outras regiões da Europa.

Elgin, após ter obtido a autorização do sultão otomano, apressou-se em retirar as obras arquitetônicas do Parthenon e enviá-las de navio no século XIX para Londres, onde permanecem até hoje em exposição no Museu Britânico.

Há exatamente 200 anos, os mármores foram retirados da Grécia a revelia dos gregos que lutavam para se manter vivos sob a escravidão e crueldade dos otomanos. Tanto é assim, que Manolis Kefalogiannis, eurodeputado, e Thodoros Zagorakis do Partido Popular Europeu, ambos gregos, manifestaram-se oficialmente com uma proposta ao Parlamento Europeu a fim de se comemorar esse fatídico aniversário das estátuas e outros objetos retirados do convívio do povo que os produziu, a saber os gregos.   

Kefalogiannis ao ser entrevistado pela rádio Praktoreio 104.9 FM da Grécia, revelou que o evento em si poderá ser realizado no início ou mesmo no final de 2017 com a colaboração especial do Museu da Acrópole, do ministério da Cultura, e os demais eurodeputados representantes da Grécia.  

Os governantes gregos tentam por muitos anos reconduzir de volta à Grécia os mármores do Parthenon, construção essa que até hoje é um dos principais cartões postais do país e que foi utilizada como um grande mosteiro ortodoxo e por último como mesquita.

A destruição parcial do Parthenon ocorreu quando uma bala de canhão disparada por um navio veneziano que lutava contra os turcos em Atenas em 1687, atingiu a magnífica estrutura que na ocasião era um depósito de pólvora. 

As peças de mármore têm como principais representantes; esculturas; painéis retratando as várias batalhas entre os centauros e os lápios (antigos habitantes da Tessália); frisos decorativos e objetos importantes de outros locais próximos ao Pathernon como o Erecteion, o Proprileu e o significativo templo da padroeira da cidade, Athena Nike, os quais também compunham o rico patrimônio histórico e arquitetônico de toda a Grécia.  

Apesar de ser uma comemoração, é uma festividade “triste" disse Kefalogiannis, mas é necessário que a mesma ocorra, pois servirá para discutir profundamente junto ao Parlamento Europeu, o tão esperado retorno desses "filhos ilustres" e estátuas em geral à Grécia, que foram levados a 200 anos atrás em um dia tenebroso na história da cultura grega,   

O eurodeputado Kefalogiannis ao ser questionado se o Brexit afetará de algum modo o possível retorno dos mármores à Grécia, esse disse que até agora não vê problema ou impedimento para que isso corra com a saída do Reino Unido da União Europeia; entretanto, o mais importante é que os deputados europeus estejam a favor da Grécia e de sua causa.

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