Ninguém pode imaginar o que essa menina sentiu ao descobrir que sua família não era a verdadeira.

Crescendo em um lar amoroso, com pais que a tratavam com muito carinho, Zephany Nurse nunca imaginou que não fosse filha legítima deles.

Sem saber quem era, ela viveu tranquilamente por quase 18 anos, na companhia de sua sequestradora, e de seu pai, que não era o pai biológico, e não tinha ideia que, na verdade, seus verdadeiros pais moravam a apenas alguns quilômetros de distância.

Uma de suas irmãs legítimas começou a estudar na mesma escola que Zephany, e percebeu a semelhança entre ela e sua família. Contou para seus pais, e eles acionaram a Polícia, que fez testes de DNA, que confirmaram que ela era a filha sequestrada ainda bebê.

Entenda o caso

Segundo a defesa, a sequestradora relata que não cometeu o crime, e que recebeu a menina de uma mulher chamada Sylvia, que não foi localizada. Ela conta que tentou engravidar várias vezes, mas sempre acabava tendo abortos espontâneos, o que a fez procurar uma clínica de fertilização. Ela afirma queZephany foi lhe entregue para adoção por meio de uma mulher.

Mas, de acordo com a acusação, a sequestradora esteve no hospital várias vezes, e que teria, sim, roubado a criança.Seu marido não sabia de nada, e só descobriu quando o caso veio à tona.

Mas como ficou Zephany com isso tudo?

A jovem, agora com quase 18 anos, teve que tomar uma decisão difícil. Descobrir tudo segundo amigos, a mudou completamente. Uma garota feliz, de bem com a vida, hoje se sente triste, e solitária. Mas deixou claro que não pretende deixar sua sequestradora. A jovem que não quis falar com a imprensa,disse apenas, em um comunicado,que se sente triste, por ver a mídia falar mal de sua mãe (a sequestradora). Ela também disse que seu pai estava muito abalado, e, mesmo assim, está tentando apoiá-la.

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Ela, até o momento, encontra-se morando com o pai, e não mostrou ainda interesse em deixá-los.

A família biológica, entende que, para ela, é difícil, e diz que durante todo esses anos, nunca a esqueceram. Sempre, na data de seu aniversário, eles costumavam fazer um bolo e divulgar nas redes sociais para que ela nunca fosse esquecida.

O juiz que deu a sentença disse que a história era como um conto de fadas, e que a acusada teve várias oportunidades de devolver a criança, mas não entregou, por isso, ela é culpada de sequestro.

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