Professores e alunos da escola Sagrado Coração, na cidade de Salzburg (Áustria), conviviam com um nocivo pedaço de urânio radioativo, sem terem a mínima noção do perigo ao qual estavam expostos.

De acordo com informações do periódico britânico Metro, de terça-feira (25), o pedaço de urânio, que pode ser usado em reatores nucleares e na produção de bombas atômicas, repousava no laboratório do colégio. Ele era exibido como sendo uma pedra de natureza singular.

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Segundo a jornalista Jen Mills (Metro), o objeto que emitia grandes quantidades de radiação só foi descoberto com a chegada do ativista anti-nuclear, Thomas Neff.

Ao ser convidado a palestrar na escola, Neff realizou o evento no laboratório - exatamente onde o urânio era exibido.

Por sorte, o bate-papo com os estudantes era justamente sobre os perigos nucleares e, para explicar os danos da radiação, o ativista trouxe um relógio comercializado nos anos 60, composto por pequenas quantidades de radioatividade.

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Naquela época, materiais levemente radioativos eram populares, pois não haviam estudos aprofundados sobre os efeitos colaterais de pequenas doses da substância.

O relógio, por exemplo, era vendido porque brilhava no escuro devido aos efeitos do urânio. Contudo, é importante salientar que ele era cuidadosamente lacrado. Não havia risco de contato direto com o material.

Além do utensílio para ver as horas, o orador também trouxe um contador Geiger, para mostrar aos estudantes o nível de radiação contido naquele objeto.

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Porém, quando ele aproximou o contador do relógio, que fora cuidadosamente selado, o pesquisador evidenciou o fato do medidor de radiação mostrar 1.200 contagens por minuto.

Essa quantidade de radiação, considerada 20 vezes superior ao índice aceitável, era emanada pelo relógio comercializado nos anos 60.

Todavia, quando ele circulou pelo local com o contador para medir os baixos níveis de radiação que existem naturalmente no ambiente, foi surpreendido ao aproximar o Geiger de uma prateleira onde repousavam rochas, minerais e fósseis.

Na ocasião, o contador “quase explodiu” com a intensidade da radiação, que chegou a contagem de 102 mil por minuto, cerca de 100 vezes superior aos níveis encontrados no relógio, que já eram considerados perigosos à saúde humana.

Assustado com a recente descoberta, Thomas interrompeu a palestra para alertar a direção da escola sobre o alto índice radioativo nas peças que estavam no laboratório.

Logo após o aviso, alunos foram evacuados do colégio.

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Dezenas de urânio em outras escolas da cidade

Como se não bastasse uma pedra de urânio altamente radioativa em um colégio de Salzburg, depois da descoberta de Thomas Neff, a cidade inteira entrou em alerta, pois mais 38 pedaços de urânio estavam sendo exibidos como peças geológicas em 11 educandários daquele município austríaco.

Contudo, após descobrirem que as ‘pedras brilhantes’ eram, na verdade, urânio, os materiais foram armazenados em 'locais seguros', conforme autoridades do país.

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Até o momento, não há informações sobre o estado de saúde dos alunos e dos docentes que tiveram contato com o perigoso material.

Como diria um velho ditado popular: nem tudo que reluz é ouro.

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