Defensor árduo do porte de armas a todos os americanos, o candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, sentiu na pele os efeitos da insegurança provocada com o armamento indiscriminado no país.

No último sábado (5), ele teve de ser retirado às pressas de um palco eleitoral pelos seguranças do evento. Os agentes se anteciparam a uma ameaça de tentativa de homicídio contra o político.

O alerta ocorreu durante um comício na cidade de Reno, no Estado de Nevada.

O susto foi grande e repercutiu na imprensa mundial. Os homens que interromperam o discurso intempestivamente são agentes do Serviço Secreto americano. Na ocasião, havia um tumulto generalizado entre os espectadores. Após a saída do candidato, houve pânico na plateia e muitas pessoas tentaram correr. No meio do público, um homem foi agredido por algumas pessoas e depois detido.

Depois, ficou esclarecido que ele não portava arma, mas sim, uma placa com os dizeres ‘republicanos contra Trump’.

Depois de alguns momentos, o candidato acabou retornando para o palanque e tranquilizou os presentes de que tudo não passou de um alerta falso. Ainda fez questão de agradecer aos agentes policiais pela ação preventiva e aproveitar a comoção para afirmar que a campanha não tem sido fácil, mas que não pretende desistir.

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Conforme alguns veículos publicaram, o que causou a confusão foi que um dos apoiadores de Trump na plateia simplesmente gritou a palavra 'arma'. Mesmo assim, uma investigação foi aberta, apesar de o manifestante ter sido liberado.

No entanto, em entrevista concedida ao jornal The Guardian, o manifestante, de 33 anos de idade, identificado como Austyn Crites, disse que foi brutalmente agredido e chegou a ter medo de morrer no momento da confusão.

Ele teria recebido socos e chutes de militantes pró Trump.

Crites disse ainda que não concorda com a maneira com que o candidato encara imigrantes e mulheres e negou que seja algum tipo de infiltrado à serviço da campanha de Hillary Clinton, adversária democrata de Trump.

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