“Pai, eu fui levada por um homem... por favor, se apresse. Chame a polícia australiana”. Assim uma mochileira britânica sequestrada na Austrália pediu socorro via celular ao seu pai, que estava no outro lado do Mundo, no Reino Unido.

Quem disse que os aplicativos de celulares e a internet que tanto têm causado a discórdia entre pais e filhos não trazem benefícios?

Graças às mensagens de texto que ela teve a ideia de mandar secretamente junto com um mapa do Google Maps apontando a sua localização, Mary Kate Heys, de 20 anos de idade, pode ser resgatada de um suposto sequestro.

A moça, moradora da cidade inglesa de Manchester, foi sequestrada em um albergue em Mooloolaba, região da chamada Sunshine Coast, em Queensland, na Austrália.

O caso ocorreu nesta segunda-feira (12).

Mary contou que foi levada por um homem que aparentemente tinha algum tipo de deficiência mental. Ele dirigiu com ela por mais de 80 quilômetros até a região costeira.

Segundo publicou o jornal de Queensland, Courier Mail, a viajante tinha conhecido o rapaz, um sueco de 22 anos de idade, no próprio albergue. Ele parecia normal, mas na manhã de segunda ele a acordou cedo já em um estado perturbado, pedindo-lhe para ir para a cidade de Brisbane com ele.

Temendo por sua segurança, ela concordou e ele então lhe disse que iriam até Cairns, para ficar longe dos alienígenas. Durante a viagem, ela conseguiu convencê-lo a parar para tomar alguma bebida em um posto de gasolina. E lá Mary chegou a contar à uma balconista que o homem com quem estava não a deixaria partir.

Os melhores vídeos do dia

A vítima pediu a funcionária chamar a Polícia, mas uma hora depois, quando eles continuavam a viagem até a costa, veio a ideia de enviar as mensagens de texto para seu pai, do outro lado do mundo.

Nas mensagens de apelo ela chegou a dizer para o pai não se preocupar, mas é claro que ela sabia que o pai se preocuparia e que acionaria Deus e o Mundo para ajudá-la a sair da situação.

As mensagens surtiram efeito. O pai acionou a polícia australiana e agentes acabaram parando o carro onde os dois estavam a cerca de 80 quilômetros do albergue. Aos policiais a moça contou que estava sendo mantida no carro contra a sua vontade. Já o rapaz foi levado para o hospital, mas não há informações se ele foi atendido por psiquiatras.

Mary resolveu não prestar queixas e para não complicar o jovem, mas confessa que teve medo.