Donald Trump, presidente dos Estados Unidos da América, começou seu mandato cumprindo uma das promessas que fez durante sua campanha: a de cortar significativamente o repasse de verba pública para órgãos não-governamentais prestadores de serviços de saúde, que atuam em outros países, que discutam ou incluam o aborto como uma opção de planejamento familiar.

O decreto tem o apoio de setores religiosos que lutam contra o aborto nos Estados Unidos, em contrapartida bate de frente com um movimento que ganha cada vez mais força nos Estados Unidos e no mundo, que é o movimento feminista, cujo o mesmo defende a prática do aborto.

Houve, durante a posse de Donald Trump, manifestações pelo mundo inteiro. Em uma delas, intitulada de 'Marcha Das Mulheres', elas protestaram contra o presidente democraticamente eleito, alegando que ele é um 'presidente ilegítimo' e 'sexista'.

A legislação Americana não autoriza o uso de dinheiro dos contribuintes americanos para financiar a prática do aborto, seja nos Estados Unidos ou em qualquer outro lugar do mundo mesmo que nesse lugar o aborto seja legalizado. O decreto que foi assinado por Trump hoje na verdade foi usado mais para 'intimidar' prestadores de cuidados de saúde em países pobres que dependem de ajuda financeira dos EUA, pois se apoiarem práticas como o aborto terão cortes em seu financiamento.

O ex-presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan (1981-1989) já havia decretado um veto semelhante ao decreto de Trump em uma conferência da ONU em 1984 mas o Democrata Bill Clinton a revogou, George W.

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Bush retomou em seus dois mandatos e Obama em seu terceiro dia no poder novamente derrubou o decreto.

A medida afeta diretamente as atividades da Planned Parenthood, uma organização americana que fornece serviços de saúde reprodutiva em mais de 180 países, incluindo o aborto. A mesma Planned Parenthood foi uma das organizações que apoiou a "Marcha das Mulheres" que levou milhares de pessoas às ruas para protestar contra o atual presidente Donald Trump durante sua cerimônia de posse.