O pequeno Harry Studley tinha somente 18 meses, quando ficou lutando pela vida, depois de tomar um disparo de uma arma na cabeça. Tudo aconteceu na casa de um Casal amigo da família, que os estavam recebendo, de convidados, nesse dia. Jordan Walters e Emma Horseman tinham convidado Amy Allen, amiga dos tempos de escola de Emma, que levou os seus dois filhos, Harry e Riley, que tinham dois meses.

Com os meninos chorando, a tragédia aconteceu quando Emma teria pedido para o namorado Jordan dar um tiro em Harry, para que ele parasse de chorar. A mãe escutou tudo e ficou chocada quando viu o menino sangrando e perdendo a consciência.

Sem paciência para o choro dos bebês

O caso está agora sendo julgado. Jordan Walters assume seu crime, falando que disparou a arma, acreditando que ela estivesse descarregada. Também a namorada teria pensado o mesmo, quando pediu para ele puxar o gatilho. Alegadamente, eles pretenderiam que o menino se assustasse com o barulho e que parasse de chorar. Antes disso, Emma tinha perguntado para a amiga como ela aguentava com as crianças chorando assim. Amy respondeu apenas que "dava carinho para eles" e que eles paravam de chorar, deixando eles se acalmarem.

A bala entrou no crânio de Harry e só uma cirurgia de emergência salvou sua vida. No entanto, a bala continua alojada na cabeça do menino e não se sabe bem que sequelas terá ele para sempre, por culpa desse lamentável incidente, ficou revelado no Tribunal de Bristol, Inglaterra, onde o caso começou sendo julgado nesta segunda-feira, dia 30 de janeiro.

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Homem assume a culpa, ela nega

Walters admitiu logo sua culpa, mas Emma negou as acusações de que teria instigado o namorado para atirar no menino. No entanto, a mãe de Harry revelou em tribunal que escutou a amiga falando para Walters: "Atira no Harry apenas para assustá-lo, calá-lo, atira nele". Tão depressa ela escutou isso, como já ouviu o doloroso som da bala saindo da arma.

Nesse primeiro dia de julgamento, foram ainda descritas as lesões provocadas no menino, com a declaração do neurocirurgião Mike Carter. O menino teria ficado com alguma "fraqueza" na perna e braço esquerdo. Já fez mais cirurgias, mas continua sofrendo várias convulsões por dia. Ainda está usando um dreno e uma tala na perna. "O principal problema são as crises pós-traumáticas. Ele está tendo várias por dia", disse o advogado Andrew Macfarlane.

O julgamento vai continuar.