Wilayat Khorasan, na província de Khurasan, pode está desenvolvendo uma base militar no noroeste do Afeganistão com apoio de antigos militantes Talibãs, que operam em nome do Estado Islâmico. O EI tem executado trabalhadores que prestam serviços para apoio internacional, além de manter prisioneiros na província de Jowzjan, o que significa uma mudança radical nas operações do grupo no Afeganistão.

Fontes do Institute for the Studies of War, governo da província de Jowzjan, afirmam que soldados vinculados ao Estado Islâmico mataram seis funcionários do Comitê Internacional da Cruz Vermelha neste mês de fevereiro, no distrito de Qush Tepah.

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De acordo com fontes locais, o EI mantém dois trabalhadores em cárcere numa prisão no mesmo distrito.

Essa execução de trabalhadores é uma mudança de operação para o Estado Islâmico no Afeganistão.

Anteriormente, os esforços estavam voltados para o reassentamento, para aumentar a presença em Kunar e o de realizar prisões múltiplas na província de Nangarhar.

Outro relatório surgiu em 8 de fevereiro; o líder do Movimento Islâmico do Uzbequistão (IMU), que se comprometeu com o Estado Islâmico em 2015, está liderando os esforços para reassentar até 650 militantes estrangeiros e suas famílias do Paquistão e Uzbequistão em Jowzjan, Sar-e Pul e Faryab.

O Movimento Islâmico do Uzbequistão informou ainda que o Estado Islâmico estava recrutando e levantando bandeiras negras nas mesmas províncias. Os militantes do EI supostamente entraram em conflito com forças de segurança no distrito de Qush Tepah e Darzab, províncias de Jowzjan, em 2016, além de executarem um líder de oração local, também no ano passado.

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A prisão no distrito de Qush Tepah é o primeiro indicador de controle social pelo Estado Islâmico fora de suas fortalezas no leste do Afeganistão. Esta prisão é administrada pelo ex-governador das sombras do Talibã Qari Hekmat, que se juntou ao ISIS em meados de 2016 após ter sido expulso do Talibã devido sua brutalidade excessiva.

O recrutamento bem sucedido de antigos membros do Talibã permitirá ao ISIS gerar mão-de-obra e absorver perdas incorridas em fortalezas do leste do Afeganistão; o ISIS deve usar sua crescente presença e influência nas províncias do noroeste para estabelecer uma base regional adicional que possa implementar controle social e expandir o Califado.

A expansão do califado no Afeganistão concederia ao Estado Islâmico um aparato logístico adicional para seus assentamentos, a medida que se torna mais difícil que estrangeiros se juntem ao ISIS no Iraque e na Síria, de acordo com Forrest e DeKold.

Assim a Rússia pode usar a expansão do ISIS no Afeganistão, que faz fronteira com ex estados russos como Turcomenistão, Uzbequistão e Tajiquistão, para continuar minando os EUA e a OTAN, afirmando que militantes do Talibã lutam contra o Estado Islâmico no país.

O ISIS pode estar explorando uma lacuna na segurança pela Milícia Junbish, de Dostum, noroeste do Afeganistão. Esta expansão ocorre quando o primeiro vice-presidente do Afeganistão, Abdul Rashid Dostum, permanece confinado em sua casa, cercada por sua milícia em Kabul após um escândalo envolvendo um suposto ataque do ex-governador de Jowzjan Ahmed Eschi, em novembro de 2016, por seus guarda-costas.

Baseado nestes relatórios, o Estado Islâmico pode estar desenvolvendo uma base no noroeste do Afeganistão, porém, nem o ISIS Wilayat Khorasan, nem a mídia central do ISIS, reivindicaram os atentados mencionados.