Um bebê de uma semana foi tirado de seus pais no hospital, por assistentes sociais, depois que seu pai expressou opiniões pouco ortodoxas sobre "os benefícios do leite de fórmula". Os trabalhadores sociais lançaram um inquérito, assim que o pai preocupou os médicos com suas opiniões sobre a esterilização de garrafa e alimentação com leite artificial. A mãe tinha histórico de problemas mentais e o pai com a Justiça, por ser agressivo, o que também poderia ter preocupado o tribunal. Certo é que três meses depois, o bebê já foi devolvido para seus pais, que vão agora ser indenizados, porque não havia "nenhuma preocupação com a proteção da criança".

O caso começou complicado, logo, desde o início. Teriam sido os médicos quem lançaram a investigação, quando ficaram preocupados com a segurança do bebê, que acabava de nascer naquela maternidade. Os médicos teriam falado para os assistentes sociais que estavam preocupados com a capacidade de longo prazo do casal para cuidar de seu bebê. Entre outras coisas, eles disseram que o pai "havia expressado opiniões pouco ortodoxas sobre a necessidade de esterilização de garrafas e os benefícios do leite artificial", sem contudo especificar o que ele teria dito sobre o assunto.

Pouco antes de o bebê receber alta do hospital, o conselho de Kirklees conseguiu uma audiência de emergência no tribunal. O juiz foi informado de que os pais estavam avisados da audiência e tinham "concordado" em que o bebê fosse retirado deles, o que não seria, de todo, verdade, e os pais nem saberiam de nada.

Os melhores vídeos do dia

O conselho mentiu, com o interesse de retirar esse bebê dos pais.

O menino foi então retirado e, somente três meses depois, é que os pais conseguiram recuperar o seu filho. O caso foi novamente em tribunal, quando não foram encontradas provas de que eles colocariam a segurança do recém-nascido em causa. O juiz Cobb declarou sobre o caso, dizendo que não tinha nenhuma dúvida em mente de que o "conselho violou os direitos humanos da família" e também estava certo que eles "enganaram um juiz de família".

Agora, em uma decisão condenatória, o conselho de Kirklees foi condenado a indenizar os pais em um total de 43 mil reais. Também serão eles a pagar as custas judiciais, declarou o juiz.