Johan, um jovem de 15 anos, ficou conhecido no fim de 2016 como o "menino-anjo", por ajudar as equipes de socorro a encontrar melhores rotas para os destroços do avião, onde estavam as vítimas da tragédia da Chapecoense. Ele e seu pai foram os primeiros a chegar ao local do acidente, sendo de grande ajuda, pois conheciam muito bem a região, que tinha grandes dificuldades de acesso. A casa onde a família do garoto vivia, ficava em um barranco na encosta de uma montanha. Uma entidade que trabalha pelos camponeses colombianos, reuniu doações e presenteou o menino e sua família com uma casa nova.

Um presente para quem foi o presente dos sobreviventes

Graças à ajuda do adolescente e seu pai, as equipes de resgate conseguiram chegar mais rapidamente ao local onde o avião caiu, o que provavelmente foi muito importante na recuperação dos sobreviventes.

Então, depois de receber homenagens dos governos brasileiro e colombiano, esta família de tão grande coração recebeu uma recompensa para lembrar e agradecer seu feito.

A casa onde viviam era bastante pequena e muito simples. A Fundação Compasión fez uma reforma completa ao estilo "Lar Doce Lar" (do Programa Caldeirão do Huck); recriando toda a parte externa, além de decoração e móveis. Johan um garoto muito simples, disse que se fosse possível, trocaria a nova casa pelas 71 vidas perdidas naquele acidente; disse ainda que sonha em conhecer os sobreviventes. O jornalista Rafael Henzel, um dos seis sobreviventes, bastante empolgado compartilhou nas redes sociais as fotos do presente ganho pelo menino que ajudou a salvar sua vida, e disse que também quer conhecê-lo.

A cor predominante da casa é o verde, remetendo à equipe vitimada pela tragédia no fim de 2016 e também a Fundação Compasión, cujo trabalho é ajudar camponeses na Colômbia.

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Mais de 30 voluntários trabalharam na obra, que teve tudo vindo de doações, inclusive os móveis, que foram doados por pessoas emocionadas com a disposição do "anjo da Chape" em ajudar o próximo.

Cada detalhe deste presente é uma homenagem ao menino por seu feito heroico, e também as vítimas da tragédia. Em volta da casa foi feito um jardim para homenagear quem trabalhou no resgate, um pomar honrando os camponeses colombianos, e uma cerca viva de árvores: 71 pelas vítimas fatais do acidente, e outras 6 frutíferas, para representar os sobreviventes.

O "Menino-anjo" também ganhou uma bolsa para garantir seus estudos e um empresário local prometeu melhorar o caminho até o local, que tem um acesso bastante difícil. O terreno onde a casa foi construída também foi uma doação, de Margarita Ramírez. "Eles fizeram tanto, como é bom poder fazer um pouquinho por essas pessoas", declarou.