O Acnur, agência da ONU (Organização das Nações Unidas) para Refugiados, enviou um comunicado alertando sobre o que vem ocorrendo do Sudão do Sul. De acordo com a agência, devido aos conflitos, o número de refugiados já chega a 1,5 milhões de pessoas, sendo que mais de 2,1 milhões estão deslocadas dentro do país.

“Com este deslocamento em grande escala, o Sudão do Sul tem agora a maior crise de refugiados na África e a terceira do mundo, ficando atrás da Síria e do Afeganistão, porém recebe menos atenção e tem níveis crônicos de subfinanciamento”, afirmou a Acnur.

Os sul-sudaneses refugiados, entre esses mais de 60% crianças, estão se deslocando devido aos intensos combates, sequestros, estupros, temores de grupos armados e ameaças à vida, bem como falta de alimentos. Eles saem de seu país e vão para comunidades pobres de países vizinhos. A maioria dos refugiados foi acolhida por Uganda, aonde chegaram cerca de 700 mil pessoas. A Etiópia acolhe cerca de 340 mil, enquanto mais de 305 mil estão no Sudão, cerca de 90 mil no Quênia, 68 mil na República Democrática do Congo e 4.900 na República Centro-Africana, explicou a agência.

Entenda o conflito

O Sudão do Sul é o país mais novo do mundo. Isso porque só foi reconhecido como tal em fevereiro de 2011, quando a população do Sudão foi às urnas pedir a separação da região. Ocorre que, em 2013, o presidente Salva Kirr acusou seu antigo vice Riek Mashar de planejar um golpe de estado contra ele.

Desde então, grupos contra e a favor do governo lutam pela disputa do poder. Em 2015, um acordo de paz entre os rivais foi assinado. No entanto, em junho do ano passado houve quebra do contrato e as lutas intensificaram.

ONU pede auxilio de países

Em nota, a ACNUR apela que os países doadores intensifiquem o apoio humanitário para o Sudão do Sul. Em dezembro do ano passado, o Brasil enviou R$ 1,2 milhão para o combate a fome no país.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha conta com um programa para auxiliar as comunidades afetadas pelos conflitos e para que os sobreviventes se tornarem autossuficientes. O Comitê também oferece apoio para hospitais e serviço de reabilitação física.

Em seu site, é possível fazer doações para ajudar o comitê a manter o seu trabalho.

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