A jovem brasileira de 20 anos, Yasmin Fernandes, foi presa nas Filipinas em outubro do ano passado, sob a acusação de tentar desembarcar no país com 5,8 quilos de cocaína escondidos no forro de sua bagagem.

Ela concedeu a primeira entrevista a um veículo de imprensa desde que foi detida, há cinco meses. A entrevista foi ao ar no último domingo (5), no programa Fantástico, da Rede Globo.

A equipe conseguiu entrar na prisão onde está a brasileira, na cidade de Manila. A todo o momento a moça se recusava em falar sobre seu caso, não negando e em afirmando se a droga achada em sua mala era ou não sua.

Ela apenas falou sobre as condições em que se encontra na prisão e disse que acredita que não ficará no país presa por quatro décadas, conforme estabelece a dura legislação do país.

A goiana fez um apelo às autoridades do Brasil para que ajudem a regressar para a terra natal. “Eu estou disposta a aceitar qualquer condição para poder voltar para casa. Eu não vou ficar aqui 40 anos. Eu sempre fui forte na minha vida e vou conseguir me manter firme”, disse a jovem.

A reportagem mostrou o rigor exacerbado, que beira à barbárie, em vigor nas Filipinas desde que o novo presidente assumiu o governo.

Ele declarou guerra total às drogas. Pelo que mostrou o material jornalístico, Rodrigo Duterte comanda uma política de extermínio a traficantes e até mesmo usuários de entorpecentes.

A prisão de Yasmin ocorreu em 15 de outubro do ano passado, logo que ela desembarcou no aeroporto Ninoy Aquino, na capital Manila. A jovem vinha de São Paulo, num voo que fez escala em Dubai, nos Emirados Árabes.

Autoridades americanas sugeriram às equipes de segurança filipinas que vasculhassem a bagagem da brasileira.

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Há uma espécie de cooperação entres estes dois países para acabar com o tráfico internacional.

Os fiscais acataram a orientação e encontraram 5,8 kg de cocaína, escondidos num forro acolchoado da mala da passageira. O agente que atuou na operação conta que Yasmin ficou chocada na hora da abordagem.

O julgamento não tem data para ocorrer. Enquanto isso, a goiana fica em uma cela com mais de 70 presas, todas suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas.

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