Uma jovem de 15 anos foi violentada por seis homens na cidade de Chicago, nos Estados Unidos. Segundo o Departamento de Policia da cidade, a vítima foi estuprada por cinco homens e um sexto filmou o crime, que foi transmitido ao vivo pelo Facebook com o uso do celular da adolescente.

Este é o segundo caso de estupro que é transmitido ao vivo por uma rede social, que, ao que parece, não quer tomar providência em relação às atividades ao vivo.

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Em janeiro deste ano, quatro pessoas foram levadas para a prisão após torturarem, estuprarem e assassinarem uma jovem. Nesse caso, a vítima foi violentada até a morte e o vídeo foi transmitido pelo WhatsApp, aplicativo de mensagens do mesmo grupo que administra o Facebook.

No novo caso, a mãe da adolescente relatou o desaparecimento da filha no último dia 19, um domingo. A vítima foi resgatada pelas autoridades na terça-feira seguinte (22), após a mãe entregar à polícia um vídeo do Estupro.

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O Departamento de Polícia de Chicago abriu um investigação e pediu para que o Facebook retirasse as imagens do ar.

Os policiais solicitaram ainda que a rede social forneça todas as imagens para descobrir quem mais estava no vídeo. O Facebook tem um programa de reconhecimento facial que poderia ajudar a identificar as pessoas e garantir as prisões. Porém, antes é preciso provar a conexão delas com o crime para se obter uma intimação judicial.

Após tratamentos médicos, a jovem recebeu alta, está com sua família e passa bem. A adolescente de 15 anos relatou aos investigadores que conhecia um dos agressores, que está sendo procurado para ser preso e também ajudar na identificação dos outros acusados pelo estupro coletivo.

Na delegacia, o superintendente da policia, Eddie Johnson, ficou estupefato ao ver que o vídeo foi assistido por mais de 40 pessoas e ninguém alertou as autoridades para tomar providências.

Segundo Jeffrey Urdangen, professor de Direito que atua na área criminal na Universidade de Chicago, não é ilegal assistir vídeos ao vivo e muito menos não reportar nada a polícia. De acordo com ele, os espectadores também não podem ser enquadrados no crime de pedofilia, a não ser que tenham feito download do vídeo.

Segundo a porta-voz do Facebook, Andrea Saul, a empresa não fará comentários sobre o crime transmitido ao vivo.

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Ele disse apenas que o grupo não admite de forma alguma esse tipo de conteúdo em suas redes sociais.

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