De acordo com o site Daily Mail, o australiano Matthew Lee Williamson declarou-se culpado pelo homicídio de sua filha de três anos de idade, Kyhesha-Lee Joughin, que morreu em sua casa após ter sofrido abusos físicos e sexuais extremos em março de 2013. No entanto, Williamson afirmou em audiência na Suprema Corte de Brisbane que não foi autor do crime, e que encontrou a menina quando ela já estava morta.

Durante a explanação do caso ocorrida na semana passada, foi revelado que Williamson, que dividia uma casa em Queensland com outro homem – chamado Christopher Kent –, teria primeiramente pedido a seu companheiro de residência para se livrar de um cachimbo usado no consumo de drogas ao invés de solicitar um pedido de socorro emergencial para a garota no momento em que a encontrou inconsciente.

Na época do incidente, Kent havia se declarado culpado pelo crime, mas um juiz decidiu que ele não era o responsável pelo bem-estar de Kyhesha, embora se preocupasse com a menina.

Então, após ter passado dois anos na prisão, o companheiro de Williamson teve sua pena de homicídio culposo (quando não há intenção de matar) suspensa, e passou os últimos 19 meses sob custódia aguardando o julgamento do incidente.

A juíza do caso, Roslyn Atkinson, desejava antecipar para quinta-feira (23) seu parecer sobre o papel que Williamson desempenhou na morte Kyhesha e proclamar a consequente punição apropriada, mas o julgamento foi adiado para o dia 16 de março após o advogado do acusado, Michael Copley, ter solicitado um relatório para atestar se uma "anormalidade psicológica" teria contribuído na conduta de Williamson em relação à morte de sua filha.

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Polícia

Ferimentos, abuso e dor extrema

Após a publicação do caso, Christopher Kent e Matthew Lee Williamson passaram a fazer acusações mútuas pelas agressões físicas e sexuais sofridas por Kyhesha.

Kent, por exemplo, disse ao tribunal na quarta-feira (22) que testemunhou ter visto Williamson abusar da própria filha várias vezes. Ele afirmou que Kyhesha ficava trancada em seu quarto e amarrada com uma corda por mais de 18 horas por dia, e que o pai da menina ficava furioso quando ela acabava espalhando fezes pelo aposento.

Williamson admitiu, chocantemente, que realmente usava a referida corda para prender a criança, mas que fazia isso com o intuito de mantê-la "parada" para poder sair à noite.

Durante a audiência da semana passada, Williamson também admitiu culpa por não ter levado sua filha ao médico após a menina ter passado dias vomitando um líquido esverdeado e apresentar hematomas em seu rosto, além de ignorar o sangue nas fraldas que a garota usava, e que era proveniente de suas partes íntimas.

Entretanto, o pai de Kyhesha negou outras acusações feitas, como ter posado para fotos com a menina nua, ter puxado sua orelha com tanta força a ponto de sangrar, e o pior de tudo: ter introduzido um brinquedo sexual grande em Kyhesha, o que lhe causou uma perfuração estomacal.

Ainda segundo o Daily Mail, a corte do caso ouviu que a menina tinha uma lesão interna tão dolorosa que não teria sido sequer capaz de comer, beber ou se mover nas 12 horas que antecederam sua morte.

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