O caso está gerando polêmica, já que muitas vítimas estão revoltadas com a decisão do Papa Francisco em dar clemência aos sacerdotes acusados de pedofilia. Isso de acordo com Mitch Weiss, um repórter investigativo da Agência de Notícias, Associeted Press, que apura os Casos de Pedofilia envolvendo o Vaticano. Através de uma nota de repúdio, o jornalista postou o seguinte comentário. "Ao invés de excomungar os padres pedófilos, estes receberam do Vaticano, uma vida de penitência e orações", concluiu a nota.

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A maioria dos críticos do Papa Francisco, inclusive seus conselheiros, acreditam que o alívio para as penas para os padres pedófilos, abrirá o caminho para a impunidade.

"A partir dessa ênfase de clemência, o Papa está adotando um caminho para tais práticas. Diferente de seu antecessor Bento XVI, que antes da renunciar teria excomungado em torno de 800 padres pedófilos".

Mas quem apoia a iniciativa do Papa Francisco, acredita que misericórdia e o alívio das penas estão ligados a verdadeira postura cristã de saber perdoar até quem comete crimes bárbaros. "O Papa, está ciente que a maioria das vítimas avaliam com repúdio qualquer forma de perdoar os acusados de abusar sexualmente de crianças e adolescentes. Mas para o Papa Francisco, a mensagem do evangelho de clemência é considerada como uma fonte de cura e graça", concluiu Greg Burke, porta-voz do Vaticano.

Vítimas cobram justiça

O irlandês Marie Collins, responsável por comandar uma comissão consultiva para os casos envolvendo abusos sexuais.

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Em nota lançada para a imprensa, ele expressou sua indignação com a decisão do Papa Francisco. E nota, o homem disse que os agressores não têm o direito de receber clemência, pois sabiam muito bem o que estavam fazendo.

Em entrevista para os jornais locais, Marie, explica que há muito tempo, as vítimas de pedofilia vem cobrando Francisco para que ele mantenha a postura rígida de seu antecessor Bento XVI. Levando-se em consideração que Francisco já possuía experiência em lidar com padres pedófilos na Argentina.

De acordo com Rocio Figueroa, ex-funcionário do Vaticano e ex-membro do Sodalitium Christianae Vitae, ele acredita que Vaticano não está fazendo vista grossa para os casos de pedofilia envolvendo o Vaticano. ''Embora a misericórdia seja importante para a fé cristã. Um julgamento justo para os envolvidos nesses escândalos também é importante'', concluiu Figueroa.