À medida que o aprimoramento tecnológico é empregado no desenvolvimento de robôs, destinados a atuarem em setores diversos da sociedade, a realidade que conhecemos tende a mudar drasticamente.

Embora exista o temor das máquinas substituírem os humanos em atividades exercidas exclusivamente pelas pessoas, elevando o desemprego em todos os continentes, robôs munidos de habilidades já estão por aí, e gostemos ou não, temos de encontrar maneiras de interagir pacificamente com eles.

Agora, a mais recente novidade a respeito dessa Tecnologia acaba de ser divulgada ao mundo na segunda-feira (20), no 11º Fórum das Melhores Práticas Policiais em Dubai - a mais rica cidade dos Emirados Árabes Unidos.

Androides policiais, com a função inicial de reconhecer rostos e patrulhar as ruas do município serão usados pelos habitantes, que poderão relatar crimes ou quitar multas de trânsito. Eles entram em ação a partir de maio.

Contudo, segundo o jornal local Gulf News, autoridades pretendem utilizá-los no enfrentamento direto à criminalidade, até 2030, onde 25% do efetivo humano será trocado pelos “robocops”.

Em declaração à imprensa, o Brigadeiro Abdullah Bin Sultan, destaca que o principal objetivo visa aumentar o efetivo de máquinas inteligentes em Dubai.

Segundo o Brigadeiro, até 2030, 50% do efetivo policial será constituído de robôs. Ele acredita que o trabalho das máquinas, aliado à construção do maior banco de dados de DNA do país, resolverá crimes considerados misteriosos ou desconhecidos até então.

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DELEGACIAS INTELIGENTES SEM FUNCIONÁRIOS HUMANOS

De acordo com o Diretor Geral do Departamento de Serviços Inteligentes da Polícia de Dubai, Brigadeiro Khalid Nasser Al Razouqi, em 2030 a cidade terá a primeira delegacia inteligente, totalmente automatizada, sem a presença de humanos.

"Estamos com objetivo de implementar muitos mecanismos policiais inteligentes, incluindo a delegacia de polícia inteligente e robôs, e adotar inteligência artificial", destaca.

Estiveram presentes no 11º Fórum das Melhores Práticas Policiais, autoridades do Brasil - incluindo Ronaldinho “o fenômeno” -, Estados Unidos, França, Reino Unido, Irlanda, China, Filipinas, Austrália, Holanda, Alemanha, Cingapura, Canadá, Colômbia e outras nações.

Tudo indica que a humanidade terá de se adaptar ao novo contexto global. Afinal, não há escolhas.