De acordo com a agência Reuters, nesta quarta-feira (26) os Estados Unidos começaram a implantação de um sistema antimíssil no território da Coreia do Sul – sua aliada na Ásia – em função do perigo representado pelos programas militar e nuclear mantidos por Pyongyang. O almirante Harry Harris, principal comandante das tropas americanas no Oceano Pacífico, afirmou diante de congressistas em Washington que as ameaças norte-coreanas contra os Estados Unidos "precisam ser levadas a sério".

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Pouco antes de todo o Senado americano – composto por 100 integrantes – ter recebido na Casa Branca um briefing (um informe) de alto nível sobre a Coreia do Norte, Harris disse aos legisladores presentes no Capitólio que o THAAD (Terminal High Altitude Area Defense, ou sistema Terminal de Defesa Aérea de Alta Altitude, em tradução livre) já estará operacional "nos próximos dias".

O que é o sistema THAAD

Com um alcance de mais de 200 km e com cada projétil pesando 900 kg, o THAAD consiste em um conjunto de mísseis balísticos que não transportam ogivas explosivas, disparados por caminhões-lançadores.

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O sistema, que além do lançador, é composto por radar e por equipamento de comunicação e controle de disparo, é produzido pela empresa Lockheed Martin Corporation, e usa apenas a energia do movimento dos mísseis (propriedade física que qualquer corpo em deslocamento possui, também conhecida como energia cinética) para interceptar e destruir projéteis inimigos em pleno ar, suprimindo assim detonações convencionais ou nucleares.

Entretanto, Pequim não vê esta operação militar na Coreia do Sul com bons olhos, pois alega que o radar avançado do sistema THAAD – que tem a capacidade de interceptar mísseis até fora da atmosfera terrestre – poderia penetrar profundamente em território chinês, colocando a segurança do país em risco.

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Curiosidades

Medo real de um ataque ao Havaí

Segundo a Reuters, Harry Harris também afirmou que, por enquanto, as defesas do Havaí – arquipélago pertencente aos Estados Unidos – estão seguras. No entanto, o almirante acrescentou que esta proteção pode em breve "ser esmagada" por Pyongyang, caso os programas nuclear e de mísseis de Kim Jong-Un continuem a se desenvolver. Por isso, Harris sugeriu estudar a modernização de radares em território havaiano, além de implantar novos interceptadores capazes de derrubar quaisquer projéteis norte-coreanos que se aproximem das ilhas.

A preocupação se justifica por uma questão de localização, uma vez que o Havaí, localizado no Oceano Pacífico, se encontra a mais de três mil quilômetros de qualquer outro Estado americano – ou seja, está muito mais próximo geograficamente da Coreia do Norte, e por isso, mais suscetível de ser atingido por um míssil.

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