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A situação na Síria continua a se deteriorar. Desde que os Estados Unidos lançaram 60 mísseis contra uma base do governo sírio, na cidade de Khan Sheikhunhá, há dois dias, países aliados do ditador Bashar al-Assad vem protestando contra a agressão americana. Neste domingo, 9, o protesto virou amaça. Rússia, Irã e o grupo terrorista Hezbolá emitiram comunicado conjunto em que alertam o presidente americano Donald Trump. De acordo com a agência Reuters, o comunicado dos representantes militares dos aliados da síria promete atacar "com força" qualquer país que volte a realizar operações de guerra em território sírio. "A América sabe de nossa capacidade de resposta", afirma o comunicado.

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Resposta americana

O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, respondeu dizendo que a Rússia também é responsável pelo ataque químico que as forças sírias lançaram contra seu próprio povo, no início da semana. Tillerson pediu que a Rússia repensasse sua relação com Bashar al-Assad.

Forças americanas já estão no norte do país, auxiliando as milícias que lutam contra o governo sírio, em uma guerra civil que se estenda já há seis anos e deixou cerca de 400 mil mortos. O ataque americano da sexta-feira deixou um saldo de 87 mortos.

O papel da Rússia na guerra da Síria

A Rússia tem forças militares na Síria desde 2015. Desde então tem realizado bombardeios aéreos contra as milícias que querem derrubar o atual governo do país. A chegada das tropas russas à Síria foi um ponto de virada na guerra civil do país árabe. Os rebeldes vinham ganhando terreno e já tinham chegado próximos à Damasco, centro do poder do país. Com os ataques russos, os rebeldes recuaram e Bashar al-Assad voltu a dominar as mais importantes cidades sírias.

Com o apoio da Rússia, o exército sírio já retomou cerca de 12 mil quilômetros quadrados de territórios que haviam sido capturados pelos rebeldes.

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Equilíbrio de poder

Na guerra da Síria a Rússia tem o apoio militar do Irã e da Turquia (exclusivamente em ataques contra o Estado Islâmico). Recebe ainda apoio diplomático da Índia, Sérvia, Bielorrússia, China, Armênia, Egito e Líbia.

Seus adversários no conflito são as milícias que querem derrubar o presidente da Síria (milícias que, por sua vez, são apoiadas pelos EUA, Arábia Saudita, Qatar e Turquia). Todos os países citados, incluindo a Rússia, lutam contra o Estado Islâmico na Síria.

A Rússia tem 4 mil militares em território sírio.

O Estado Islâmico tem no mínimo 30 mil combatentes. Já as milícias tem no mínimo 160 mil soldados.