Se complica cada vez mais a situação na Chechênia e, supostamente, as autoridades estão ameaçando os pais de filhos gays, dizendo-lhes: "Ou vocês os matam ou nós vamos fazê-lo". Relatos chegados da República chechena dão conta de uma barbárie humanitária e afirmam que os homossexuais estão sendo atacados e mortos por ordem do líder Ramzan Kadyrov. As informações estão chegando de grupos de ativistas pelos direitos da comunidade LGBT, mas também por alegadas vítimas, que conseguiram fugir da República e estão se refugiando em Moscou, na Rússia.

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Recentemente, foi notícia que o presidente ordenou a criação de um campo de concentração, de extermínio de gays, que estariam sendo torturados e perseguidos no país.

Na semana passada, Kadyrov revelou no parlamento britânico que está pretendendo eliminar a comunidade gay até o final deste mês. Testemunhos horrorosos de sobreviventes de campos de concentração chechenos dizem que as vítimas estão sendo torturadas e sua família convocada para matá-los.

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LGBT

Um sobrevivente disse, em declarações à France24: "Eles dizem aos pais para matarem os seus filhos. Torturaram um homem por duas semanas e depois convocaram seus pais e irmãos, e disseram a eles: 'Seu filho é um homossexual - resolva ou nós o faremos'".

E outro sobrevivente, identificado apenas como Anzor, disse à Associated Press como ele havia sido torturado em um dos campos. Ele disse: "É uma sensação como eles estão quebrando cada osso de cada articulação em seu corpo ao mesmo tempo".

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Depois de sua provação, Anzor fugiu da Chechênia e agora está escondido em Moscou, temendo não só por sua própria vida, mas pela segurança de seus parentes.

Outra vítima da brutalidade anti LGBT disse: "Por 20 a 30 segundos eles giram o cabo, você sente a eletricidade, então você cai, eles param, e logo você volta a consciência e você está pronto novamente para uma nova descarga". O abuso foi relatado pela primeira vez em abril pelo jornal independente Novaya Gazeta, que disse que cerca de cem homens, suspeitos de serem homossexuais, foram torturados e que pelo menos três foram mortos.

Governos ocidentais e grupos de ativistas de direitos humanitários instaram as autoridades russas a investigar.

Funcionários chechenos negam veementemente não apenas a tortura relatada de gays, como também a sua existência."Não há homossexuais na Chechênia. Você não pode deter e perseguir aqueles que não existem ", disse Alvi Karimov, porta-voz do líder da Chechênia Kadyrov, à agência de notícias Interfax.

Na semana passada, Alan Duncan fez declarações chocantes no parlamento britânico, alertando para esta preocupação humanitária, sobre o tratamento da comunidade LGBT na república chechena, por parte do líder Kadyrov: "Fontes disseram que ele quer que a comunidade LGBT seja eliminada no início do Ramadã.

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Tais comentários, atitudes e ações são absolutamente desprezíveis".

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