Os Estados Unidos executaram, nesta terça feira (30), uma simulação de derrubada de um míssil balístico, por meio de um interceptador. O teste foi realizado na base aérea da Califórnia, e de acordo com a Agência de Defesa de Mísseis, o alvo foi destruído pelo interceptador com êxito.

O míssil que serviu de alvo foi disparado das Ilhas Marshall, que fica no Oceano Pacífico, e foi destruído antes de completar seu percurso. O principal objetivo deste teste era fazer com que o interceptador saísse da base em Vandenberg, Califórnia, voasse sobre o Oceano Pacífico buscando possíveis ameaças, e assim que fizesse a detecção, efetuasse o disparo do objeto que destruiria o alvo.

O teste testou o desempenho do sistema de defesa, que já havia apresentado problemas em testes antigos. A tecnologia por traz do interceptador é muito complexa. Ele utiliza muitos sensores de GPS, que são disponibilizados mundialmente, e por meio deles, faz a detecção e o rastreamento de ameaças.

Assim que o alvo é selecionado, o destruidor é lançado e se choca em alta velocidade contra o corpo do míssil inimigo, destruindo completamente a ogiva presente no corpo do objeto. O rastro do interceptador foi visto a quilômetros de distância do local de lançamento, e deixou muita gente preocupada, já que o país vive uma ameaça real de atentados.

Este foi o primeiro teste executado para destruição de misseis intercontinentais, que são os mesmos que a Coréia do Norte vem trabalhando.

Coreia do Norte é ameaça real aos EUA

O teste executado pelo EUA foi realizado exatamente dois dias após a Coreia do Norte lançar um míssil que atingiu uma distância de 450 quilômetros, caindo em águas da Zona Econômica Especial do Japão. A Coreia do Norte ainda segue com seus testes de mísseis de longo alcance, que já seriam capazes de atingir solo americano, assim como a compactação de uma ogiva nuclear para ser introduzida em mísseis intercontinentais.

Mesmo depois de vários pedidos feitos pela ONU (Organização das Nações Unidas), e por outros países como China, Japão e Estados Unidos, o ditador norte- coreano, Kim Jong-un, não parou com os testes e afrontou mais ainda as ameaças feitas pelo Exército americano.

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Curiosidades

Nas fronteiras marítimas norte-coreanas, o EUA, China e Japão ainda mantêm seus navios de Guerra e submarinos nucleares em patrulha. O sistema de defesa dos EUA afirma que até o final de 2017 já estarão funcionando 44 interceptadores, espalhados estrategicamente pelo país.

Porém, que por mais que o interceptador tenha funcionado com exatidão, ainda não possui a capacidade de enfrentar um ataque de larga escala de países maiores como Rússia ou China. Eles são conhecidos pelo seu forte arsenal bélico e também pela quantidade de mísseis que podem lançar de uma só vez.

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