Esta é uma história de como uma mulher mudou sua vida depois de estar envolvida no tráfico de sexo, para se tornar uma proprietária de um restaurante popular. O restaurante é um pequeno estabelecimento, localizado em um bairro de classe trabalhadora no México. Mas, para a sua dona, identificada como Neli Delgado, o restaurante “La Família” significa muito mais do que apenas quatro paredes. É um sinal de que ela está mais uma vez livre para sonhar novamente.

"Isso é muito bonito para mim, é o primeiro passo, mas em breve estaremos crescendo e adicionando novos pratos", disse Neli Delgado. De acordo com a jovem, ela relatou que a sua vida virou de cabeça para baixo quando ela tinha 18 anos. "Meu pai morreu um mês antes de eu terminar o ensino médio e minha família entrou em colapso", disse a jovem. Desabrigada, sem dinheiro e aflita, Neli disse que foi uma presa fácil de um homem encantador que prometia cuidar dela, oferecendo casamento e amor eterno.

"Eu costumava comer maçãs baratas e café, isso é tudo o que eu podia pagar. Eu estava sofrendo muito, e quando ele se aproximou me oferecendo para ajudar, eu senti que não tinha outra opção", relatou Neli. Mas a promessa de casamento era apenas um truque. Seu pretendente era, na realidade, um traficante humano. "Um dia ele me disse, 'eu dei minha vida por você e você também vai ter que dar a sua para mim.

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Polícia

Estou lutando financeiramente assim você vai ter que me ajudar, sendo uma trabalhadora do sexo na cidade do México'", disse a jovem. Segundo a jovem, logo ela foi forçada a trabalhar em um beco em La Merced, um notório bairro vermelho da Cidade do México.

Conforme informações, a jovem relatou que ela era forçada a ter relações sexuais com 30 a 40 homens todas as noites durante um mês. Ainda de acordo com a vítima, ela foi libertada quando a Polícia fechou o ponto de prostituição.

O homem que a obrigava a se prostituir foi preso pela polícia, julgado e condenado a 14 anos de cadeia. Segundo a jovem, demorou algum tempo para ela recuperar a sua vida depois de recuperar a liberdade. Foi quando ela pensou em abrir seu próprio restaurante.

"Isso representa tudo para mim. Agora eu sou livre para fazer o que quiser, naquela época eu não era livre, ele me usava como um objeto que os clientes poderiam comprar como quiserem a qualquer momento e agora tenho a liberdade de fazer o que eu quiser", relatou Neli.

Por fim, Neli quer ajudar outras jovens a se tornarem empreendedoras como ela. "Eu costumava ser discriminada porque eu era pobre e de pele escura. Eu gostaria de capacitar as mulheres para que elas possam se tornar fornecedores para o grupo de negócios que vou ter no futuro", acrescentou.

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