O mundo todo está lamentando o ataque suicida ocorrido nesta segunda-feira (22), no qual um homem-bomba tirou sua própria vida e a de mais 22 pessoas, na saída do show de Ariana Grande. O Serviço Nacional de Saúde da Inglaterra divulgou o número atualizado de feridos que passou a 116, e destes 75 ainda continuam internados em hospitais da região.

Muito comovida com o ocorrido, a Rainha Elizabeth II foi visitar algumas das vítimas que ainda permanecem hospitalizadas. Como a cantora faz muito sucesso entre o público infanto-juvenil, muitas vítimas são crianças ou muito jovens, o que torna essa tragédia ainda mais chocante.

Monarca fez questão de ir pessoalmente visitar e confortar as vítimas do cruel atentado

Na manhã de ontem ela foi encontrar sobreviventes em dois dos oito hospitais da região que os receberam: a Enfermaria Real e o Hospital Infantil de Manchester; no primeiro permanecem 14 das vítimas, e no segundo 19 delas. Antes de falar com as vítimas, a Rainha conversou com funcionários, revelando que para ela a parte mais cruel deste ataque foi ter como alvo crianças, e ainda parabenizou os profissionais da saúde pelo apoio dado nesta grande tragédia.

Uma das jovens que recebeu a ilustre visita foi Evie Mills, de 14 anos, que contou à Rainha que a ida ao show foi um presente por seu aniversário. Para Millie Robson, de 15 anos, Elizabeth perguntou se antes dos momentos de terror ela havia se divertido; a jovem e uma amiga conheceram a artista pop antes do show, como prêmio de uma competição.

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Para ter noção do quão jovem foram as vítimas deste cruel ataque, outra jovem com quem a soberana conversou foi Amy Barlow, de apenas 12 anos, a quem a Rainha desejou rápida recuperação. Das vítimas ainda hospitalizadas 23 encontram-se em estado grave, de acordo com a Reuters.

Como se encontra a situação após esta grande tragédia

Theresa May, primeira ministra britânica, confirmou que o nível de alerta para atentados continua como crítico, o que revela risco iminente de novo ataque e só tinha sido utilizado anteriormente em duas ocasiões, durante três dias em agosto de 2006 (quando a Polícia conseguiu impedir um ataque contra aviões que seriam explodidos) e um em junho de 2007 (onde novamente a polícia frustrou planos terroristas, que seriam de explodir dois carros-bomba em uma área movimentada de Londres).

Há também certa tensão entre a Inglaterra e os Estados Unidos, pois de acordo com a BBC a Polícia de Manchester desistiu de compartilhar informações com as autoridades americanas; isso por que o renomado jornal "New York Times" divulgou imagens do local do ataque e dados que de acordo com a Polícia do Reino Unido prejudicam as investigações, além de ter causado grande mal-estar entre as autoridades britânicas. May vai conversar diretamente com o presidente Donald Trump sobre estes vazamentos de informações.