Moradores de uma aldeia Panchayat localizada no distrito de Purnia, Bihar, na Índia, pediram para que uma menina de 10 anos não fosse a uma delegacia de Polícia para registrar uma queixa contra o suposto agressor sexual, um adolescente de 13 anos. Mas, em vez disso, era para ela aguardar mais 8 anos, até que completasse 18 anos, para ser casar com o agressor. A decisão foi tomada pelos aldeões após o acusado ter admitido o crime.

Segundo informações do portal de notícias Times of India, os pais da garota ficaram sob pressão dos aldeões por quase duas semanas para não denunciar o caso para a polícia. Ainda de acordo com o site, na quinta-feira (8), a família da vítima finalmente apresentou queixa junto à delegacia de polícia local.

Conforme informações divulgadas por funcionários da polícia, o suspeito foi preso logo após um mandado de prisão ser expedido pela Justiça.

De acordo com a polícia, o incidente ocorreu no dia 23 de maio, quando a menina. que estuda em uma escola administrada pelo governo, estava no terraço da casa dela.

Segundo os policiais, o garoto foi até o local onde a vítima estava e a violentou sexualmente. Segundo informações da imprensa local, a polícia colheu o depoimento da menina. Também foram indiciados cinco membros da família do acusado, que supostamente maltrataram familiares da menina durante a reunião entre os aldeões.

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Polícia

Os parentes do menino foram incluídos no que na Índia se chama de FIR. Conforme informações do portal Quora,

“uma FIR é um primeiro relatório de informações feito para a polícia se alguém comete uma ofensa conhecida’’. O documento fornecer toda a informação sobre como o crime foi cometido e quem estava envolvido. Por sua vez, a polícia cobrará as leis relativas ao crime de acordo com a Constituição.

Para as pessoas registrarem uma FIR na Índia, elas precisam ir para a delegacia ou ligar para a polícia.

Conforme relatos dos funcionários da polícia, relataram que a menina vive com a mãe, pois seu pai os abandonou e aparentemente vive com outra mulher. Ainda de acordo com os funcionários, a avó da menina, identificada como Sarvati Devi, foi quem apresentou a queixa contra o acusado.

"A menina reside em um propriedade junto com a mãe.

Seu pai os abandonou e se casou com outra mulher. A FIR foi registrada pela avó materna, Sarvati Devi. A família tem uma pequena parcela de terra na aldeia", disse os funcionários para o portal Times of India.

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