A Noruega é um país tão avançado que quem visita tem a impressão de que chegou a outro planeta. É tudo limpo e automatizado, as pessoas não colocam lixo nas ruas, o metrô e os ônibus chegam na hora programada, nem um minuto a menos, nem a mais.

Eles tem um sistema exemplar de auxílio a crianças com problemas de adaptabilidade social, o Fosterhjem, que é um ONG que trabalha em conjunto com a segurança social norueguesa, recebendo incentivos para a sua atividade.

O sistema é talvez único no mundo: a organização providencia lares ou famílias adotivas temporárias para adolescentes que tem problemas no relacionamento em suas próprias casas.

Geralmente, porque os pais tem problemas de sociabilidade ou envolvimento com drogas e bebidas.

Famílias comuns podem se candidatar a serem pais adotivos. O adolescente fica na casa de Adoção, por lei, até completar 18 anos de idade.

Quando o Estado detecta problemas de família disfuncional, onde as crianças são as que mais sofrem, a Segurança Social é a primeira a agir.

Às vezes, são os próprios pais com problemas que entregam os filhos à Segurança Social do Estado Norueguês, que coloca a a criança num orfanato temporário.

Os Conselhos Tutelares Locais tem propostas de emergência, em que entregam as crianças a lares de adoção no curto prazo e por um curto período de tempo.

Se a família biológica não consegue responder às expectativas da Segurança Social, as crianças são entregues a lares adotivos, em que pais adotam a criança até que cheguem à idade adulta.

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Depois daí, o jovem é livre para fazer o que quiser, sempre com o acompanhamento da assistência social.

Em 2007, cerca de 7 mil crianças viviam em famílias substitutas na Noruega. O Estado norueguês supervisiona todas essas famílias adotivas, que devem ter a sua casa aprovada, podendo receber um auxílio do Estado para acolher a criança.

Não necessariamente a família de acolhimento acaba adotando a criança, pois às vezes há uma recuperação psicológica da família biológica, que recebe apoio e tratamento do Estado, se necessário, e consegue reunir as condições para ter os filhos de volta.

No vídeo que vamos ver abaixo, a cena se passa na sala de aula de um desses orfanatos noruegueses e uma criança se dá conta que não há nada em sua lancheira. Ela vai ao corredor, triste, e, quando regressa, algo de surpreendente aconteceu. Veja:

E você, o que achou deste programa de adoção temporária, com acompanhamento dos pais biológicos? Achou uma coisa bem moderna? Comente, sua opinião é importante.