De acordo com o Mail Online, a Bioquark, uma empresa com sede no estado da Filadélfia (Estados Unidos), iniciará daqui a alguns meses a aplicação de procedimentos elaborados pela própria firma que visam tentar despertar pessoas que estão clinicamente mortas – uma condição conhecida como morte cerebral, onde as funções mentais estão, por definição, completamente e irreversivelmente comprometidas.

Quando um indivíduo se encontra neste estado, seu corpo permanece "vivo" somente com o auxílio de aparelhos de suporte à vida, que mantêm, por exemplo, a respiração e a pulsação cardíaca artificialmente, e sem os quais o organismo definitivamente cessa todas as suas funções.

Entretanto, Ira Pastor, diretor executivo da Bioquark, afirmou que em breve a empresa começará a testar um método sem precedentes que utiliza células-tronco para tentar reverter a morte cerebral em pacientes que se encontram nesta condição. O país onde os procedimentos vão ser realizados só será revelado dentro de alguns meses, mas já se sabe que ele ocorrerá em alguma nação da América Latina.

Como o método será aplicado

A técnica desenvolvida pela Bioquark consiste em uma série de injeções que tem por finalidade "reiniciar" o cérebro (ou as funções cerebrais), e a empresa não tem a pretensão de fazer testes em animais antes de realizá-los em seres humanos.

O método consistirá em três estágios distintos. Primeiramente, serão colhidas células-tronco do sangue do próprio paciente cuja morte cerebral já tenha sido constatada, e depois, estas mesmas células serão injetadas novamente no organismo.

A seguir, serão inoculados peptídeos – moléculas orgânicas formadas por dois ou mais aminoácidos que participam diretamente da produção de proteínas nas células – diretamente na medula espinhal.

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Curiosidades

Por fim, o cérebro do paciente passará por um processo de 15 dias que envolverá aplicação de laser e estimulação nervosa mediana para tentar reverter a morte cerebral, e enquanto isso, haverá monitoramento do indivíduo através de exames de ressonância magnética que buscarão por sinais de atividade do sistema nervoso.

Segundo o Mail Online, Ira Pastor e seu colaborador, Himanshu Bansal, pretendiam começar os testes em 2016 na Índia.

Os planos já haviam até sido divulgados, mas o Conselho Indiano de Pesquisa Médica acabou impedindo que os procedimentos fossem realizados naquele país.

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